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ALTO DO CARDEIRO SOFRE COM SALINIZAÇÃO NOS POÇOS ARTESIANOS

Em Noticias by Observatório São João da BarraDeixe um Comentário

Povos tradicionais da localidade relatam impactos do Porto do Açu em seus poços artesianos

Povos tradicionais da localidade de Alto do Cardeiro, 5° distrito de São João da Barra, na última semana de março, relataram sobre os impactos ambientais decorrentes do Porto do Açu  e sobre o conflito que tem com o Parque Estadual da Lagoa do Açu (PELAG).  O principal impacto relatado pela agricultora familar Maria Denise Ribeiro da Silva Almeida, é a salinização dos poços artesianos da localidade, onde com “a drenagem e a retirada de areias para construção do porto contaminaram o lençol freático”. Estudos realizados naquela área pelo Observação São João da Barra para seu levantamento de dados, apontaram como possíveis conflitos ambientais, salinização da água e do solo e a falta de água potável. A falta de água potável faz com que a comunidade busque alternativas, visto que a encanação de água potável abrange o bairro vizinho, Azeitona, mas não abrange a localidade de Alto do Cardeiro.

Os impactos ambientais decorrentes da atividade portuária atingiram não só localidades ao redor do porto, mas também o 5° distrito de São João da Barra quase num todo, como Alto do Cardeiro que sofre com a salinização dos poços artesianos, e um dos recursos de água mais importante na localidade, os povos tradicionais utilizam para a irrigação do plantio e alguns afazeres domiciliares. Foi questionado o porquê não existe água potável para a localidade e Verônica Almeida, filha de agricultores familiares, relatou que a CEDAE, empresa do Estado que tem a concessão de águas da localidade, iniciou o encanamento para água potável, mas o que impediu a chegada da água é que Alto do Cardeiro está dentro do PELAG. Heron Costa, chefe do parque, informou que Alto do Cardeiro territorialmente pertence a Campos dos Goytacazes, mas esse é o mesmo estigma que Quixaba, Azeitona, Bajuru e Capela São Pedro vivem, porém a única coisa que muda é que todas essas localidades são assistidas pela Prefeitura Municipal de São João da Barra, em exemplo mostrado, a equipe do PELAG afirma que a localidade de Alto do Cardeiro está dentro do parque, 100 metros acima do limite da Lagoa do Salgado, ou seja, grandes propriedades agrícolas, essa área é chamada de APP (Área de Preservação Permanente), nessa área não pode ter desenvolvimento de nenhuma virtude, a não ser a  ambiental.

Renata Leandro, filha de pescador artesanal, relata que Alto do Cardeiro era uma terra farta, onde seu solo era fértil, a Lagoa do Salgado era o sustento das famílias que moram na comunidade, mas que hoje em dia a lagoa e seus poços artesianos são salinizados por conta das atividades do porto. Na irrigação do plantio da agricultura familiar era utilizada água dos poços, a agricultora Maria Denise conta que percebeu que a água estava salinizada quando perdeu sua plantação, viu que estava tudo queimado e notou que a água do poço estava salinizada. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA) o acesso à água potável no Brasil ainda permanece como desafio, em consulta ao site da CEDAE, empresa que tem a concessão da água e do esgoto de alguns distritos de São João da Barra. Para o Amaro Joaquim, também agricultor familiar local, é de extrema importância o encanamento da água potável, ele diz que “um dos maiores desejos dele é ver a água potável saindo pela torneira de sua casa, mas esse é um desejo no qual ele talvez não verá em vida”, completa.

 

ALTO DO CARDEIRO X IQUIPARI

Alto do Cardeiro é uma comunidade composta por pescadores artesanais, agricultores familiares e artesã, a renda dos povos desse território provem das tradições que foram repassadas ao longo de cada década, que não é diferente de Iquipari, no 2° distrito de São João da Barra. Os mesmo conflitos que Alto do Cardeiro vem passando desde da chegada do porto, Iquipari também vem sofrendo, com a lagoa do Iquipari sendo privatizada e reduzindo o uso e sua extração, pescadores artesanais da localidade têm que estar regularizados, como carro no ano mais recente (2017-2020), habilitação, documento de pesca e o motivo da pesca, a quantidade de peixes pescados também são controlados, quem contou sobre esses fatos quem vem acontecendo nas duas localidade foi a Renata Leandro, artesã e filha de pescador artesanal.

 

 

 

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AÇÃO DE MOBILIZAÇÃO REÚNE PESCADORES ARTESANAIS DA PONTINHA

Em monitoramento, Noticias by Observatório AraruamaDeixe um Comentário

Através de encontro pescadores artesanais com base de pesca na Pontinha, orla da Laguna de Araruama, relatam ausência de políticas públicas para a pesca artesanal no município 

No dia 14 de março 2020, aconteceu na Orla da laguna de Araruama, na Pontinha, uma atividade de articulação, com o objetivo de aproximação e apresentação das ações desenvolvidas pelo projeto Observação, fortalecendo as ações desenvolvidas pelo projeto junto aos pescadores artesanais. Nesta atividade contamos com a presença dos pescadores artesanais do ponto de desembarque da Pontinha, local escolhido pelo Observação para realização do monitoramento.

Pescadores artesanais, se reúnem na Pontinha para debater o acesso à políticas públicas em Araruama

Para iniciar a atividade foi realizado uma apresentação dos objetivos do Observação e como atuamos junto ao sujeito prioritário, pescadores artesanais no município de Araruama. Os pescadores presentes relataram a dificuldade do acesso deles nos órgãos responsáveis na atuação da laguna de Araruama. “Somos invisíveis”, relata o pescador Ramon. “A prefeitura faz o que quer e nenhuma autoridade consegue ou não quer fazer nada para impedir”, completa o pescador.

Em seguida o Observação realizou a dinâmica denominada “rede” com os pescadores artesanais, já realizada pelo Observação em uma atividade anterior. Nessa dinâmica os pescadores se apresentavam relatando qual erra seu sonho como pescador artesanal. No final da dinâmica os pescadores perceberam a importância da união para se organizar pela busca dos seus direitos.

Pintura das bancadas de venda do pescado

Neste dia, os pescadores artesanais colaboraram na manutenção das suas bancadas utilizadas para comercializar os pescados para melhoria do local de trabalho. A ação contou com a pintura das estruturas de armazenamento e durante o Observação coletou dados juntos aos pescadores através da ferramenta de produção audiovisual,  partir do roteiro e do questionário, diagnosticando algumas demandas dos pescadores em relação a dificuldade no acesso à políticas públicas. O pescador João (conhecido como Joãozinho), relatou que o maior problema que o pescador enfrenta atualmente é a dificuldade de escoamento, pois a ausência de um local para estocar a mercadoria faz com que o pescador venda a preço baixo para atravessadores. Joãozinho ainda ressalta que a formalização da cooperativa pode melhorar essa situação dos pescadores, pois teríamos um local certo para estocar e vender nossos peixes.

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IBGE REALIZARÁ RECENSEAMENTO

Em Noticias by Observatório MacaéDeixe um Comentário

Censo 2020 pode mudar a categorização depois de contabilizada população do Lagomar

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, realizará o recenseamento no segundo semestre de 2020. O processo tem a finalidade de obter informações atualizadas e precisas, fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas e realização de investimentos, tanto do governo, quanto da iniciativa privada. O período regular do censo começará em agosto e terminará em outubro deste ano. A pesquisa é realizada a cada 10 anos. No censo de 2010, Macaé contabilizou uma população de 206.728 habitantes, com uma prospecção de mais de 49 mil habitantes para 2019, segundo o Instituto.

 

O município de Macaé, desde a chegada da empresa Petrobras, em 1978, e demais empresas ligadas à economia petrolífera, que se instalaram desde a década de 80, foi fortemente impactado com as reestruturações econômicas resultantes desta indústria, que praticamente eliminou a pequena produção rural, a pesca artesanal e as práticas culturais tradicionais. O que resultou em um “processo de rearranjo econômico, político, demográfico e territorial”  em torno desta estatal e a uma cultura de “cidade de passagem”, em que as pessoas residem com uma perspectiva de permanecer enquanto o petróleo der retorno econômico .

Créditos foto: Rui Porto Filho

O município de Macaé ao tornar-se, na primeira década de 2000, a principal localidade na região norte fluminense para as instalações e bases operacionais da indústria do petróleo, alcançou crescimento econômico e índice diferenciado em relação à oferta de empregos formais gerados. As periferias do município de Macaé, que surgem por consequência dos fluxos migratórios, fruto da chegada da indústria do petróleo na região, condensam as consequências sociais de um processo de avanço industrial em que o ordenamento territorial reproduz e espacializa as desigualdades. Dentre essas localidades periféricas situadas em Macaé está o território do Bairro Lagomar.

Migração

O bairro Lagomar  originou-se a partir da aprovação do loteamento Balneário Lagomar, aprovado em 1976, com 527 sítios de recreio, com 5000,00 m². O bairro tem parte do seu território inserido no Parque Nacional de Jurubatiba. As ocupações se originaram dentro do Balneário Lagomar, no início da década de 1990, com a chegada de migrantes em busca de trabalho na área do petróleo. Além dos problemas ambientais, e de sua constituição como área ocupada por famílias em situação de precariedade econômica e de frágil garantia de direitos sociais elementares (saúde, educação e segurança pública), no bairro há o desencadeamento de agravantes sanitários associados à precariedade de saneamento e água canalizada.
O bairro Lagomar possui algumas nuances em relação à condição de sua respectiva categorização. No reordenamento do município de Macaé, estruturado na lei complementar Nº.045/2004, o bairro Lagomar foi categorizado sob a condição de Zona de Especial Interesse Social (ZEIS). No entanto, o censo IBGE 2010, não categorizou o bairro na condição de aglomerado subnormal.
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ZONEAMENTO DA BAÍA DE GUANABARA É TEMA DE CURTA-METRAGEM

Em Noticias by Observatório NiteróiDeixe um Comentário

“Baía fundeada: o que sobra é muito pouco” aborda a perda do espaço para a pesca artesanal

Gravação do documentário: Pescador Ulysses entrevista o pescador Josefat

A Baía de Guanabara é um território marcado por inúmeros conflitos, um deles, segundo os pescadores artesanais da Ilha da Conceição, é a perda crescente dos espaços de pesca artesanal para as atividades da indústria do petróleo, com um grande número de embarcações em trânsito e áreas de fundeio, tornando a Baía de Guanabara um grande estacionamento. Na tentativa de tornar mais evidente este impacto, o Observação Niterói e os pescadores produziram minidocumentário sobre o tema.

Grandes embarcações fundeadas na Baía de Guanabara em conflito com pescador artesanal

O curta-metragem “Baía fundeada: o que sobra é muito pouco” evidencia o zoneamento da Baía de Guanabara sob a perspectiva dos pescadores artesanais, dando enfoque aos impactos da indústria do petróleo e gás, portos e estaleiros. Com o trânsito de embarcações de grande porte, áreas de fundeio e a atividade de plataformas e estaleiros dominando a Baía de Guanabara, o que sobra para a pesca artesanal é muito pouco.

Disputa desigual

Segundo matéria publicada pelo Projeto Colabora  O enorme estacionamento do pré-sal, estamos vivendo na Baía de Guanabara “O Eldorado”, devido ao aumento de empreendimentos na Bacia de Santos. Esse aumento das atividades petrolíferas causa uma disputa desigual entre os grandes empreendimentos e pescadores artesanais pela Baía de Guanabara.

“A gente sabe que esse modelo que está em voga no mundo inteiro, ele é um modelo que beneficia um grupo muito pequeno e traz prejuízo, miséria, fome e violência para um grupo muito grande”, explica Marcelo Stortti (GEASur Unirio/ FAPP-BG/ Baía Viva).

O que gera o questionamento do pescador Ulysses de Farias, presidente da Associação de Pescadores da Ilha da Conceição: “O interesse maior deles é ajudar aos grandes empreendimentos ou o pescador?”

 

 

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FALTA DE ÁGUA TRATADA NO LAGOMAR É PAUTA DE REUNIÃO COM CEDAE

Em Noticias by Observatório MacaéDeixe um Comentário

Água de poço contaminada e a falta de abastecimento no bairro foram os temas debatidos com a direção 

 

Em reunião com a direção da CEDAE-RJ, que aconteceu no dia 18 de dezembro, foi levado pelos representantes do Observação Macaé a situação de abastecimento da água no bairro Lagomar, onde apenas uma pequena parte tem a prestação do serviço, o que não chega a atender 10% do bairro na sua extensão. O meio de ter acesso a água no bairro na maioria das casas , é através de captação por poço artesiano, o que trás desconforto a população, pois a contaminação da água subterrânea é evidente, pelo cheiro, cor e sedimentos vistos sem ser preciso utilizar nenhum tipo de lente de aumento. Foi apresentado a direção os possíveis impactos que podem ser causados a vida dos moradores com a utilização desta água contaminada.

Durante a reunião foi encaminhado a direção a possibilidade de se realizar uma reunião popular no bairro, onde as empresas participantes da Parceria Público Privado (PPP) CEDAE, BRK e também a Prefeitura Municipal de Macaé, terão a oportunidade de dialogar direto com a população. O agendamento desta reunião ficará para o próximo ano, podendo ser realizada ainda no primeiro semestre de 2020. O Diretor de Interior, Fernando Arruda se prontificou a participar e apresentar a população do bairro os dados e a situação atualizada do contrato com o Município. Além de Fernando Arruda, estava presente na reunião O Deputado Estadual Welberth Resende que também esteve presente nesta reunião, se prontificou a participar da reunião popular.

 

Água subterrânea contaminada

Uma pesquisa realizada em 2014,”Avaliação da contaminação da água subterrânes de poços escavados em residências no bairro Lagomar”, pelo Instítuto Federal de educação, ciência e tecnologia fluminense – IFF , informa que a água captada em poços artesianos no bairro pode ser  imprópria para uso. Foram feitas coletas em 12 pontos diferentes no bairro e enviadas para analise: “A maior parte das amostras de água de poços analisadas do bairro Lagomar, estavam fora dos padrões de potabilidade quanto ao quesito microbiológico e químico previsto na legislação pertinente. Mas com base neste trabalho, não se pode afirmar que a qualidade da água do bairro Lagomar como um todo não atende ao disposto na legislação pelo número reduzido de pontos de coleta, que não permite inferir resultado sobre o cenário do bairro no geral. Por outro lado, não se pode desprezar o fato grave de que em pelo menos um dos parâmetros (E.coli ou fosfato), todos os pontos de coleta estudados apresentaram resultados fora do padrão de potabilidade.

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ENCONTRO GERA DEBATE SOBRE IMPACTOS NA PESCA ARTESANAL

Em Noticias by Observatório NiteróiDeixe um Comentário

O evento contou com a exibição do curta-metragem “Baía fundeada: o que sobra é muito pouco” e conversas acerca da fiscalização da pesca na Baía de Guanabara

No dia 13 de dezembro, o Observação Niterói promoveu um encontro para dar retorno sobre a atuação do projeto no ano de 2019. No evento, que teve início às 18h no Cais do Chatão – Ilha da Conceição, estiveram presentes os pescadores do bairro, representantes do CONFREM (Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros Marinhos), do Movimento Baía Viva e o Observação Araruama.

Primeiro, foi apresentada a atuação do PEA Observação em 2019, em seguida foi exibido o curta-metragem “Baía Fundeada: O que sobra é muito Pouco” que relata a questão da perda do espaço de pesca para a indústria do petróleo e gás na Baía de Guanabara. Após a exibição do vídeo foi proposta uma roda de conversa, com uma “mesa” formada pelo pescador Ulysses de Farias – presidente da Associação de Pescadores Artesanais da Ilha da Conceição, do pescador Flávio Lontro,presidente da CONFREM, e pelo ecologista Sérgio Ricardo do Movimento Baía Viva.

Após a apresentação da mesa, os participantes debateram sobre os entraves do uso coletivo da Baía de Guanabara, e como tem se tornado cada vez mais difícil para os pescadores e pescadoras conseguirem realizar suas atividades. Além da dificuldade de exercer a pesca devido ao grande trânsito de embarcações e áreas de fundeio proveniente da indústria de Petróleo e Gás, os pescadores falaram sobre como têm sido as abordagens dos órgãos de fiscalização, que muitas das vezes acontecem de forma abusiva.

Encaminhamentos

Como encaminhamento desse encontro, ficou a demanda de trazer representantes desses órgãos responsáveis pelas fiscalizações para esclarecimentos e também, com proposta de Sérgio Ricardo, uma reunião dos pescadores com a prefeitura a fim de saber sobre a dragagem do Canal de São Lourenço e como esta pode contemplar as áreas utilizadas pelos pescadores no entorno da Ilha da Conceição.

 

 

 

 

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PESCADORES ARTESANAIS FECHAM ACORDO COM O SECRETÁRIO DE PESCA

Em informe, Noticias by Observatório São Francisco do ItabapoanaDeixe um Comentário

Demandas da pesca artesanal são debatidas em devolutiva

 

Em devolutiva no dia 09 de dezembro, com a participação de pescadores artesanais locais, Projetos de Educação Ambiental (PEAs) REMA, FOCO, secretário da Pesca do Município de São Francisco de Itabapoana, João da Ótica e subsecretário Marinel Silva debateram o que vem sendo desenvolvido pelo Observação Sào Francisco de Itabapoana. O trabalho que vem sendo desenvolvidos são relacionado as propostas apresentadas e debatidas no Grupo de Trabalho(GT) de Pesca da Câmara Municipal do município e em Audiências Públicas, das quais o Observatório tem participado.

 

Estes trabalhos que foram desenvolvidos durante o ano com os pescadores artesanais locais são através de pesquisa, monitoramento e reuniões periódicas para que se desenvolva um trabalho de mitigação com esse grupo de maior vulnerabilidade. Foi apresentado uma videorreportagem, Teatro do Oprimido e composta uma mesa de debate entre os participantes para que pudessem falar sobre as demandas da pesca artesanal.

Foram fechados alguns acordos entre o Secretário de Pesca e pescadores artesanais presentes, tais como: levantar a importância da participação popular na gestão ambiental pública e elencar prioridades, elaborar forma de organização (seja cooperativa ou outra), transparência do poder público (Secretaria de Pesca), inclusão dos pescadores artesanais nos circuitos econômicos e representatividade na Secretaria de Pesca (Pescadores Artesanais).

Importância da participação dos Pescadores e PEAs

O Secretário de Pesca destacou que os pescadores precisam se mobilizar e cobrar para que as demandas sejam atendidas e que tenham articulação com os Peas presentes, ( FOCO, REMA, Observação), para que a Secretaria de Pesca possa desenvolver  as suas atividades e atender de acordo com as demandas emergências da pesca artesanal. No final da devolutiva o secretário de pesca acordou que participará ativamente do GT de Pesca.

 

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PESCADORES DEBATEM DESCASO DO PODER PÚBLICO

Em Noticias by Observatório AraruamaDeixe um Comentário

Pescadores relatam com descaso do poder público em devolutiva do observatório Araruama

O tema apresentado, tanto no curta documental como na peça do Teatro do Oprimido (TO), foi construído a partir das demandas apresentadas pelos pescadores artesanais em relação à dificuldade no acesso as políticas públicas que vem acarretando várias dificuldades no escoamento do pescado. A falta de uma estrutura adequada dificulta o trabalho dos pescadores, onde diversas vezes precisam vender sua mercadoria por preço baixo à atravessadores. Durante a peça de TO, foi apresentado ao público as condições de vida dos pescadores de Araruama e como eles enfrentam as opressões, desde o momento que saem pra pescar até conseguir retorna com seu sustento para casa. A cena mostra também as tristezas do pescador ao retornar para sua casa sem condições de presentear seus filhos. Após as batalhas cotidianas, o pescador se depara com um secretário que não cumpre suas promessas, e tenta “silenciar” o pescador oferecendo bens materiais de pequena importância. Até que surge, um atravessador (comerciante), que visa apenas o lucro pessoal, não se importando com esforço e luta do pescador e não negocia por um valor justo o produto do trabalho do pescador.

a devolutiva 2019  ocorreu no dia 24 de novembro, na colônia de pescadores Z-28, com o objetivo de apresentar todo o trabalho realizado junto aos pescadores artesanais da laguna de Araruama através da apresentação das ferramentas de comunicação popular, curta documental e o Teatro do Oprimido (TO). Além dos pescadores artesanais, a atividade contou com a presença da representante da concessionária Águas de Juturnaíba, Natália Vieira e representantes do Observação de Rio das Ostras.

E para finalizar, a cena conta com duas cenas-chaves, uma onde pescadores tentam se unir com outros pescadores desmobilizados para lutar pelos seus direitos. E uma última cena que mostra o secretário comprando pescado do atravessador, ou seja, reproduzindo a lógica de exploração que o pescador já sofre. Após a apresentação da peça, o público presente reagiram com indignação e questionaram alguns pontos da cena e houve, como uma cena de teatro-fórum, uma intervenção de pescadores. O pescador Lúcio procurou intervir para mudar o fato dos pescadores desmobilizados que desistem de lutar pelos seus direitos.

Debate levanta questões sobre poluição na laguna

Após a apresentação do curta documental, foi montado uma mesa de debate formada pela representante da Juturnaíba e pelos pescadores artesanais que participaram do curta para um debate dos pontos exibidos. Além da falta de estrutura, outro tema  levantado pelos pescadores a problemática da poluição da laguna,  causada pelo lançamento de esgoto, e a necessidade da dragagem para melhoria da renovação da água. Como encaminhamento da devolutiva o Projeto de Educação Ambiental Observação ficou encarregado de realizar uma reunião com os pescadores para construção de um ofício solicitando informações sobre o tratamento de esgoto realizado pela empresa Juturnaíba e o andamento da dragagem da laguna.

 

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MACAÉ REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER ORÇAMENTO

Em Noticias by Observatório MacaéDeixe um Comentário

Secretaria de Planejamento apresenta previsão de arrecadação do município para o próximo ano na Lei de Orçamento Anual

Em Audiência Pública, a Câmara Municipal de Macaé recebeu,  no dia 11 de novembro, a equipe da secretaria adjunta de Planejamento, que apresentou a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2020. A previsão orçamentária é de 2,3 bilhões de reais, mantendo ainda um dos maiores orçamentos municipais do país, segundo o secretário adjunto de planejamento José Manuel Alvitos.  A  LOA 2020 traz um decréscimo de 125 milhões de reais em relação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pela Câmara, segundo estimativa de receita calculada pela Secretaria adjunto de Fazenda, o secretário destacou que, na ocasião, foi apresentada detalhadamente todas as despesas por função, tanto do Executivo quanto do Legislativo.

Durante audiência pública foi questionado ao secretário de planejamento ajunto o porquê de não haver a participação do Conselho do Orçamento Participativo na elaboração da LOA, uma vez que o conselho se encontra ativo. O mesmo informa que houve um esvaziamento do conselho pela falta de interesse dos conselheiros, mas que o próprio enviou as secretarias um pedido de participação de cada orgão na elaboração da proposta. Porém a LEI Nº 3.432 /2010  informa a criação do conselho , e que uma das funções é colaborar na construção das diretrizes politicas, bem como no acompanhamento e na fiscalização das ações definidas nas reuniões do COP e representar as comunidades (Setor Administrativo) junto ao Conselho. Não havendo a participação dos delegados na elaboração do orçamento, sebe-se que o artigo 11 da lei de orçamento participativo não foi respeitado para o ano de 2020.

O secretário adjunto de planejamento encerrou esse bloco informando que para o ano de 2020 serão tomadas ações para que o conselho tenha uma participação ativa na elaboração da LOA, e informa também aos participantes da sociedade civil e instituições presentes na audiência pública que é muito importante uma aproximação maior da secretaria de planejamento com a população. O mesmo diz ainda que a secretaria esta a disposição para receber a sociedade em um todo.

 

 

Aplicação de Políticas Públicas

Na  pesquisa “Avaliação da contaminação da água subterrânea de poços escavados em residências no bairro Lagomar, município de Macaé/RJ” realizada pela Professora de Engenharia Ambiental do IFF,  Talita Rios da Costa Elias, a contaminação da água subterrânea do Lagomar foi encontrada em todos os pontos onde foi feita a coleta, dando positivo também em todas as análises a contaminação por E.coli. O bairro Lagomar tem hoje aproximadamente 45 mil moradores, onde a principal reclamação é o saneamento básico (água tratada e esgoto). Os moradores do bairro tem cada vez mais apresentado denúncias em relação a água utilizada por eles, captada de poços artesianos, onde percebe-se claramente a insalubridade da água.

 

 

 

 

 

 

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PESCA NA LAGUNA DE ARARUAMA É LIBERADA

Em monitoramento, Noticias by Observatório AraruamaDeixe um Comentário

Pescadores artesanais relataram que a pesca não foi satisfatória após o fim do período de defeso

 

No dia 01 de novembro, a pesca na Laguna de Araruama foi liberada com o fim do defeso. Os pescadores artesanais da Pontinha relataram que a pesca não atendeu suas expectativas, ficando muito abaixo do esperado. Uma das questões colocadas foi a falta de fiscalização efetiva durante o período de defeso. O pescador João Francisco Santos, conhecido como Joãozinho, relatou que muitos pescadores não respeitaram a lei e continuaram pescando.

Durante uma reunião organizada pelo Comitê de Bacias Lagos São João e o Consórcio Lagos São João, na cidade de São Pedro d’Aldeia, com a finalidade de debater a fiscalização durante o defeso na Laguna de Araruama. A secretaria executiva do Consórcio, Adriana Saad, anunciou que a fiscalização (Guarda Ambiental de cada município) receberá ajuda de custo para combustível, para alimentação e para os materiais de trabalho e proteção, durante este período de defeso. Seria investido nessa fiscalização um recurso de R$ 71,1 mil captado pelo consórcio junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FUNDRHI). Em conversa com o Observação, os pescadores relataram que não perceberam essa fiscalização na área de Araruama e com isso permitiram o não cumprimento da lei. Outro ponto que prejudica a pesca colocado pelos pescadores é a problemática em relação a grande quantidade de pessoas pescando na laguna, muitos não são sendo pescadores artesanais. Precisava de uma fiscalização ou um tipo de recadastramento para filtrar os verdadeiros pescadores artesanais ressaltou Joãozinho.

Montagem de uma cooperativa

Alpheu e Joãozinho relataram que os pescadores artesanais estão em conversa com a presidente da Colônia, Nadrijane R. Santos, para formalização de uma cooperativa. Com a aprovação do selo SIM os pescadores artesanais poderão comercializar seu pescado para as escolas, mas esse pescado precisará ser beneficiado antes do envio para merenda escolar. Joãozinho falou que os pescadores estão apreensivos em relação aos custos que os mesmos terão que arcar. Eles informaram que a prefeitura estipulou um valor de 22 reais o kg da tainha filetada, mas todo o custo em relação a estrutura da cooperativa ficaria por conta dos pescadores, como o pagamento do filetador. Os pescadores estão preocupados com esses custos de manutenção, pois existe períodos em que a pesca fica incerta e a quantidade de pescado diminui muito.