TEATRO TRANSFORMANDO REALIDADES

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O Teatro do Oprimido chega para fortalecer o Observação em sua nova fase

O PEA Observação traz o Teatro do Oprimido (TO) como mais uma ferramenta a ser utilizada pelos sujeitos prioritários  no trabalho a ser realizado nessa nova fase. Ele tem como objetivo: potencializar a capacidade de reflexão sobre si e o mundo, a organização e expressão de ideias, bem como a capacidade de agir de forma concreta sobre a realidade, tudo isso de forma coletiva. Durante o Fórum do PEA Observação, realizado em dezembro de 2016, em Cabo Frio, os participantes puderam vivenciar algumas práticas e exercícios do TO.

O uso do TO na Educação Ambiental no Licenciamento pretende abordar gestão social, mobilização e articulação dos Observatórios através de técnicas como Teatro Imagem, Teatro Jornal e o Teatro Fórum. Com as práticas do TO, os participantes serão convidados a levar à cena situações reais de opressão, para através dessa representação do real, experimentar, ensaiar, debater e buscar soluções possíveis para a resolução dos conflitos que enfrentamos no dia a dia.

 Berço de lutas e transformações

A partir das práticas desenvolvidas pelo diretor e dramaturgo brasileiro Augusto Boal, o Teatro do Oprimido surge no final da década de 1960, época de repressão no Brasil, e tem esse nome por estar intimamente ligado às ideias libertárias de Paulo Freire e da Pedagogia do Oprimido. O Teatro e a Pedagogia do Oprimido são práticas dedicadas ao desenvolvimento da autonomia e da liberdade dos seres humanos.

“Representando o real, podemos nos observar melhor e transformar a realidade, inventar o futuro, ao invés de esperar por ele. Um futuro  melhor.”

Augusto Boal

 

Para Boal, ser humano é “ser teatro”, apenas precisamos nos tornar conscientes disso e usar essa linguagem com propriedade. Nesse sentido, O TO se organiza como um conjunto de jogos, exercícios e técnicas teatrais que objetiva instrumentalizar qualquer pessoa ao fazer teatral, independente de idade, profissão ou experiência artística. Essas técnicas têm o objetivo maior de transformar o espectador, ser passivo, que observa, em “espect-ator”, ser atuante e transformador da cena.