ARTICULAÇÃO COM OBSERVATÓRIOS EXTERNOS

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 No dia 25 de julho de 2015, ocorreu uma oficina de Articulação com Observatórios externos, no Hotel Pérola em Búzios, onde estavam presentes todos os Observatórios do Pea Observação, Observatório de Favelas, Observatório de Conflitos Rurais e Observatório Quilombola.

Foto: Observação de Búzios

Foto: Observação de Búzios

Mesa Redonda com 3 especialistas

– Observatório Quilombola

As representantes relatam a história de fundação da Comunidade Quilombola, falam sobre o site OQ-Observatório Quilombola e foram mostrando todo o trabalho; arquivos, reportagens existente no site. Falam sobre o Atlas Quilombola, quando começaram em 2004 só tinha 15 comunidades no Rio de Janeiro, hoje são 40. O Atlas é dos quilombos de todo o Brasil.

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– Observatório de Favelas

O representante do Observatório de favelas conta um pouco da história de fundação do observatório que ocorreu em 2004, e fala sobre Direitos Humanos; Educação; Políticas Urbanas; Cultura. Ele relata que o ponto de vista da comunicação e cultura foi mostrada em fotos tiradas por integrantes.

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– Observatório de Conflitos Rurais de São Paulo

O Representante do Observatório de Conflitos Rurais conta o histórico do Observatório, que tem como objetivo criar novas relações entre universidade – organizações sociais e contribuir na visibilidade dos casos na produção de materiais, informações e subsídios as próprias organizações.

 

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Grupo de debate Observatório de Favelas

Francisco começa propondo uma roda de conversa, Gabriel  Amorim, da comunicação popular, fica responsável pela relatoria. Vários membros se colocaram fazendo perguntas e expondo suas dificuldades, nos fazendo refletir e tirar de cada observatório experiências proveitosas e outras que nos ajudarão a evitar erros. Francisco Valdean expõe sua luta na desconstrução da visão negativa da Favela e que todo o trabalho e voltado nessa busca. Que o curso de fotografia oferecido pelo Observatório foi criado como projeto de empoderamento local, e que passou a fazer parte três anos após a fundação do Observatório. Hoje conta com 65 profissionais de fotografia, que na maioria das vezes são remunerados pelo serviço prestados, pois tem um banco de profissionais que são contratados por outras empresas por intermédio do observatório.

Todos tivemos a clareza que de que o papel do observatório não é ser denuncista e sim trabalhar as demandas na busca de propostas elaboradas através de processos formativos.

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Grupo de debate Observatório de Conflitos Rurais de São Paulo

Gabriel Pereira, colaborador do Observatório de Conflitos Rurais, ressalta a importância deste encontro pois a troca de experiências que é de suma importância para ambos, o debate foi muito acalorado, as perguntas foram muitas.

Ele falou da importância do observatório de Cabo Frio  ter um espaço próprio e equipamentos e ainda ter dois funcionários  contratados, com isso garante um apoio maior aos voluntários, e que  eles não tem sede e equipamento mas são bem organizados e produzem vídeo, relatórios, livros, questionários e o que o Observatório de Cabo Frio tem condições de ir muito além pois o nosso projeto abrange toda a bacia de Campos, isto é, toda a costa do Estado do Rio de Janeiro, deu a ideia de fazemos o mapa de todos os Observatórios com as demandas registrada e que mitigação não é favor e sim uma  conquista que  muitos lutaram para que hoje nós pudesse estar aqui, e que nós conquistamos uma legislação Ambiental.

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Grupo de debate Observatório Quilombola

A roda de conversa com o Observatório Quilombola começou com a dinamizadora de São Pedro da Aldeia perguntando: se o observatório já havia recebido alguma ameaça ou impedimento de para executar seu trabalho? Andrea, respondeu que sim, que já haviam sofrido ameaças e já foram impedidos de fazerem seu trabalho.  Porque sempre que se mexe com o interesse de alguns grupos poderosos, geralmente há represarias. Citou, também, alguns casos ocorridos com eles.

Jane do Quipea informou que haverá uma audiência pública na ALERJ sobre PEC dos quilombolas. Esta audiência é muito importante também para os pescadores e agricultores, pois esta PEC trata dos interesses dos povos tradicionais.  Perguntou as representantes do Observatório Quilombola , se elas já sabiam a nova data da audiência já que a primeira havia sido adiada.  Andrea explicou que o Koinonia foi convidado para representar os Quilombolas. Porém eles informaram aos parlamentares que não poderiam representá-los, pois o grupo possui lideranças estadual e federal, e que são estas devem apresentar as propostas para a criação da PEC. Sendo assim a audiência foi adiada.    A roda foi encerrada com Jane reforçando o convite para a participação dos pescadores na audiência na ALERJ para a criação da PEC dos Povos Tradicionais.

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 Encerramento

A articulação entre os Observatórios Rurais, Favelas, Quilombolas foi muito proveitosa, onde o Observação de Cabo Frio obteve mais clareza nos assuntos abordados, nos conflitos vividos, onde surgiu várias respostas para as demandas o Observatório de Cabo Frio.

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