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A LUTA QUILOMBOLA REPRESENTADA EM EXPOSIÇÃO INÉDITA

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Pela primeira vez comunidade quilombola é convidada a expor sua história no município de Armação dos Búzios

A exposição “Quilombos Região dos Lagos” é o reflexo da articulação e do trabalho que vem sendo desenvolvido pela comunidade quilombola de Baía Formosa em favor da titulação de suas terras e que, através da visibilidade da cultura quilombola no município de Armação dos Búzios, constrói a representação do próprio de convivência a fim de transportar o visitante para um pedaço do território quilombola em meio ao contexto urbano. O Espaço cultural Zanine foi o espaço escolhido para construir essa representação. A ação contou com o apoio da secretaria de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico e colocou em evidência a história das comunidades quilombolas da região. A comunidade de Baía Formosa, teve uma participação de destaque na organização e apresentação da exposição, sendo responsável pela  A exposição foi inaugurada no dia 10 de maio de 2019, no Espaço Cultural Zanine, em Armação dos Búzios.

Fogão quilombola é retratado na exposição.

O trabalho de mobilização para a realização da exposição levou membros da comunidade a se unirem na coleta de materiais, memórias e acontecimentos que fizeram e ainda fazem parte das histórias de suas famílias. Uma réplica da cozinha quilombola foi montada utilizando técnicas tradicionais de construção feita com barro e bambus colhidos em Baía Formosa. Objetos como pedaços de carro de boi, da casa de farinha e retratos de família, fizeram parte do cenário ao lado de mudas de bananeiras, coités, frutos e sementes utilizados no dia a dia da comunidade. Cestos feitos de cipós enfeitaram a exposição e trouxeram à memória um oficio realizado pelos mais antigos.

A inauguração da exposição foi marcada pela presença dos membros da comunidade. Os griôs são os que detêm o maior registro da história da comunidade, por suas vivências e experiências no tempo, são verdadeiros contadores de histórias. Adultos e crianças de todas as idades estavam presentes e os jovens se destacaram na apresentação de um desfile de moda sobre a “Beleza Negra”.

Jovens quilombolas inauguram exposição com desfile da beleza negra.

Revelando a beleza da cor negra

O desfile deu inicio a realização de um projeto elaborado pela quilombola Lucinéia dos Santos, inspirada pela exposição, afirma ser o projeto uma ação cultural com foco na inclusão social e no resgate da autoestima de jovens negros e afro descendentes de comunidades locais e quilombolas.

A ocupação de espaços públicos da maneira como aconteceu na exposição é o reflexo do caminhar rumo ao trabalho de caracterização e valorização da cultura quilombola. O fortalecimento do grupo como um todo, teve seu reconhecimento através da articulação e empenho em se mostrar de maneira positiva frente às adversidades sofridas.

 

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TEATRO DO OPRIMIDO NO QUILOMBO DE BAÍA FORMOSA

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Quilombolas do núcleo Zebina discutem a sua cultura, história e tradições

Após relatos de intolerância religiosa, quilombolas criam cena sobre a importância da cultura afro, com sua dança, com a capoeira, os artesanatos, a culinária, a moda e seus costumes, a fim de fortalecer a luta por direitos dessa comunidade. A cena “Um Dia de Chuva”, se passa num ponto de ônibus e apresenta a conversa entre três personagens que, após fala preconceituosa sobre o modo de vestir quilombola, começam a debater sobre aspectos históricos da cultura afro-brasileira.

A cena ainda fala da falta de conhecimento que tem afastado a comunidade quilombola de seu convívio devido diferenças entre religião e cultura. A construção da cena foi o modo que a comunidade encontrou para abordar uma temática delicada e ainda difundir a cultura tradicional quilombola.

Após a cena, rolou um debate com o público que relataram a mesma dificuldade de abordar questões relativas à cultura afro em outros espaços, como escolas. Com o sucesso da cena, o grupo recebeu o convite para apresentar a cena num centro cultural em Búzios.

 

 

 

Mobilização e combate à intolerância religiosa

A cena criada aborda de forma lúdica fatos frequentes sofridos por quilombolas evangélicos que, por praticar capoeira e ciranda,  foram afastados, por lideranças religiosas, de suas atividades religiosas nas igrejas. Essas danças típicas da cultura afro-brasileira tem sido alvos de preconceitos, mas o Quilombo de Baía Formosa vem criando espaços de diálogo para que os próprios associados entendam a importância dessa cultura. 

A cena utilizou técnicas de Teatro do Oprimido (TO) para gerar uma reflexão sobre a herança da cultura afro na  participação dos integrantes do Quilombo nas ações de foi apresentada no Quilombo de Baía Formosa, no dia 7 de outubro.

 


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