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GOVERNO CONVOCA POPULAÇÃO PARA DEFINIR FUTURO DA ÁGUA EM MACAÉ

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 Poder executivo municipal anuncia consulta pública para a tarifa zero e municipalização 

A consulta pública vai acontecer no dia 28 de julho, de 08:00 às 17:00 horas, no Centro de Convenções de Macaé, Jornalista Roberto Marinho. Onde tarifa zero e a municipalização do abastecimento de água tratada serão dois dos temas para a população de Macaé opinar. Segundo o governo municipal, a empresa que detém a concessão da água em Macaé não atende com eficiência a todo o município, sendo a consulta pública uma forma de ouvir a população.

O início deste processo aconteceu no dia 24 de abril, quando a Câmara de Vereadores de Macaé aprovou por 9 votos a 3 a encampação da água em Macaé, dando ao município a responsabilidade do abastecimento da água tratada, afastando assim a empresa que tem a concessão do serviço, a CEDAE.  A tarifa zero tem sido pauta de muitas discussões dentro do legislativo e também com a população de Macaé, uma vez que se for implantado por definitivo essa tarifa, compreende-se que atenderá a todo o Município, causando preocupação com o consumo sem controle e o desperdício da água, levando em consideração que hoje 60% do consumo de água tratada em Macaé, é realizado pela industria e comércio, segundo informação em gráfico apresentado pelo Comitê de Bacias. Desde que foi aprovada a PL 003, a cidade já esta com a tarifa zero de água provisoriamente, o que tem sido motivo de muitas reclamações, pois desde então bairros que nunca haviam sofrido com o problema de abastecimento, estão ficando mais de 5 dias sem receber água.

LAGOMAR E A ÁGUA TRATADA

O bairro Lagomar, hoje com aproximadamente 35 mil moradores, aguarda a chegada da água tratada em todas as residências desde que o bairro ainda era balneário. Em audiência pública realizada para a  CEDAE, o diretor de interior da empresa informou que não há possibilidades de efetuar a ligação para todos os setores do bairro. Disse ainda que a estrutura da rede de água (canalização) esta comprometida devido ao material de baixa qualidade e a falta da manutenção executada pelo município, uma vez que depois de terminada a obra de pavimentação nenhum reparo ou manutenção foi efetuado. Para os moradores do bairro ter a água municipalizada é uma preocupação devido aos relatos apresentados por moradores da Serra de Macaé e o químico da CEDAE quando informaram em sessão estarem recebendo água com coliformes fecais fornecida pelo município, que é o responsável pela captação, tratamento e abastecimento do Distrito.

O sr. Elias Lourenço dos Santos, morador do Lagomar há 20 anos, informa que não vê nessa tarifa zero a solução para o problema de água no bairro, ele diz que fica ainda mais preocupado, pois acredita que agora essa tarifa zero pode ser uma desculpa para não concluírem o serviço de água e esgoto no bairro. “Nossa água de poço é contaminada, a água da caixa comunitária não sabemos a procedência, tarifa zero pra gente é só mentiras.” Informa Sr Elias.

 

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ABASTECIMENTO DE ÁGUA É DEBATIDO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

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 Moradores do Lagomar falam que água tratada não chega em todas as casas do bairro

A audiência pública solicitada pelo Vereador Márcio Bettencourt realizada no dia 12 de março, na Câmara Municipal de Macaé com objetivo de discutir os problemas do abastecimento de água em Macaé teve um número expressivo de moradores de diversos bairros, com o objetivo de ter respostas sobre os problemas com o abastecimento de água. A audiência  foi marcada por críticas ao serviço de abastecimento pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e também a administração municipal.

 

O Diretor de Interior da CEDAE, Sr° Carlos Braz reconheceu os problemas e informou que as buscas por melhorias são constantes, “Estamos a pouco tempo no governo, mas conseguimos identificar alguns pontos falhos”, disse o diretor. De acordo com relatos apresentados, há locais que não recebem água há meses, mas as contas continuam chegando. Por conta da Parceria Público-Privada (PPP) firmada pela prefeitura, a emissão das faturas fica sob a responsabilidade da BRK, que apesar de ter sido convidada, não enviou representante. Moradores afirmam que o abastecimento não chega em diversas ruas e, mesmo com reclamações oficializadas, houve aumento no valor das contas.

Baseado em informações apresentadas por moradores do Lagomar, representante do PEA Observação Macaé repassou ao diretor da CEDAE a situação quanto ao abastecimento realizado pela empresa, que se da apenas até a rua W 14, o que atende a menos de 10% do bairro em sua extensão. O que não foi negado pelo diretor da empresa, e o mesmo reiterou que o bairro Lagomar tem apenas o Setor 1 ligado.  Ele também negou a informação divulgada pelo site oficial da Prefeitura de Macaé (PMM), em uma notícia de dezembro passado informando que o bairro havia naquele final de semana sido contemplado em sua grande extensão com água tratada na torneira. Sr.  Carlos completou informando que para o Setor 2 ser liberado o abastecimento, precisa passar por uma obra de restauração e com isso o abastecimento chegar até a Unidade Básica de Atendimento – UPA. O que também confirma a informação dada pela moradora, que nem mesmo uma unidade de saúde recebe água tratada da empresa.

 

MORADORES CRITICAM MUNICÍPIO

Moradores do bairro Lagomar criticaram o Poder Executivo local na Audiência Pública, pois os mesmos informaram que a proposta de municipalização da água e plebiscito anunciado pelo Governo, não tem transparência em suas propostas, uma vez que a água da Serra de Macaé tanto no tratamento quanto no abastecimento é de responsabilidade do município, e não estão dentro das condições de uso. A preocupação com a qualidade da água e o provável abastecimento em todo o bairro  Lagomar com essas propostas, geram dúvidas e questionamentos entre moradores.

No início da Audiência, foi distribuído entre os participantes uma solicitação para fazer perguntas. Ao iniciar o bloco da participação popular, o presidente da sessão, Vereador Marcio Bittencourt não permitiu a participação da população com fala ao microfone, sendo ele mesmo o interlocutor das perguntas gerando um conflito com a população que exigiam o seu direito de fala. Diante de tantos questionamentos e tumulto, o vereador acatou a exigência da população, e o direito de participação popular foi respeitado.