PERFIL: ARLEY CORDEIRO – DINAMIZADORA DO OBA DE CABO FRIO

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A escolha dos membros participantes dos Observatórios do projeto PEA – ObservAÇÃO tem apenas um pré requisito fundamental: ser do município que será monitorado, num puro exercício voluntário de cidadania.

São pessoas que vivem o dia a dia da comunidade, ativas, e que estão dispostas a doar parte de seu tempo e trabalho para as atividades planejadas. Pessoas que querem dar a sua contribuição efetiva para mudanças locais.

Pessoas como a Arley Cordeiro, do OBA de Cabo Frio.

 

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Nascida na cidade de São Fidélis, RJ, mora em Cabo Frio, no distrito de Tamoios, há mais de 10 anos. Casada, uma filha, é a mais antiga e das mais atuantes do grupo do seu Observatório.

“Antigamente a minha vida era levar a minha filha ao médico em Macaé. Até que fui convidada para participar da associação de moradores e fui percebendo que temos que fazer parte de movimentos assim para alcançar nossos objetivos, nem que sejam através de pequenas conquistas”.

De lá não parou mais. Está no projeto PEA desde seu início, quando ainda era chamado de HumanoMar. Quando esse sofreu uma interrupção, veio a frustração:

“A parada no projeto foi um processo doloroso onde tivemos muitas perdas. Com a saída do HumanoMar, não acreditávamos mais que teríamos uma consultoria realizando um trabalho bacana”.

Com o retorno do projeto dos Observatórios, Sulamita, Paulo e ela eram os últimos remanescentes. Percebendo que o OBA não iria se sustentar com apenas três integrantes, começou a mobilizar alguns conhecidos e suas amigas. Dentre essas, Conceição e Ana Maria aceitaram o convite de participar do Observatório. Estão lá até hoje.

“Com esse espaço reconquistado, procuramos voluntários para o PEA-CP. E foi muito gostoso ver como a SOMA foi envolvendo as pessoas, porque todos estavam no início meio resistentes, desconfiados.” 

E o projeto não parou mais. Foram muitas oficinas, reuniões, debates. Montar o Observatório, legalizá-lo, montar e equipar a sede. E Arley sempre presente.

Às vezes se questionava: 

“Tiveram momentos em que eu me olhava no espelho e me perguntava: O que estou fazendo nesse projeto? Uma dona de casa, com pouca escolaridade, já de cabelos brancos… E eu mesma respondia: Eu faço parte desse Observatório e sei que muito disso é fruto de mim. E sei que podemos fazer várias mudanças importantes para a nossa cidade, mas que para isso é preciso sair do nosso quadradinho”.

E o retorno pessoal vai além:

Um dia minha filha assistiu a uma apresentação do OBA de Cabo Frio. Chegando em casa ela me disse:

– Mãe, fiquei tão orgulhosa de você, falou tão bonito. E isso me emocionou muito, sabe? Perceber que estou servindo de exemplo para a minha filha. Mostrar a ela um caminho que a ajudará a se tornar uma cidadã melhor.

Ela sabe das limitações de um projeto desses, mas quer o máximo que ele pode dar de retorno para ela e para sua comunidade:

Sei que não vou poder consertar o mundo, mas posso melhorar o que está em minha volta. E é preciso ter coragem, mas sempre foram os meus medos que me encorajaram a ir em frente.

Mãezona mas guerreira, mulher de muita fibra e de uma história de vida de muita luta. Hoje é uma das dinamizadoras do OBA de Cabo Frio. E leva isso muito a sério.

“Quer me encontrar? Estou todas as tardes aqui na sede. Se não estiver, é porque estou em alguma atividade de campo programada, mas pode deixar recado.”

Observatório Cabo Frio:22 2630-8568 / 22 98804-2140

observacaocabofrio@gmail.com


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