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DONA UIA, A LUTADORA DO SORRISO

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O PEA Observação lamenta imensamente a perda de Dona Uia (Carivaldina Oliveira da Costa) e presta solidariedade aos familiares, assim como a todo o Quilombo da Rasa

Falecida nesta quarta-feira (10) provavelmente vítima da covid-19, Dona Uia nos abrilhantava com sua risada cativante e histórias de uma Búzios que não existe mais, onde o café era coletado do pé e moído fresquinho, o boitatá assustava as crianças, a casa de farinha garantia o alimento e os encontros animados. Histórias que constroem a identidade das famílias da Rasa e de um povo que luta e resiste. Histórias do Brasil. Mulher aguerrida, era uma grande liderança na luta pelo reconhecimento e direitos quilombola, deixando suas conquistas e exemplo como um precioso legado para as novas gerações.

Dona Uia lutava pelos seus, lutava pelo território, lutava pelo reconhecimento da comunidade quilombola, mas sempre com um sorriso no rosto. Ela foi e continua sendo uma referência quilombola e uma referência na luta por uma sociedade mais justa com todos os povos. E sempre com um sorriso no rosto.

Existe um provérbio africano que diz “quando se morre um ancião, vai com ele uma biblioteca”. Dona Uia era a nossa biblioteca, muitas e muitas vezes recorremos a sua sabedoria e gentileza para entendermos os conflitos tão profundos em Búzios. Somos muito gratos pela oportunidade de termos bebidos da sua fonte de sabedoria de valor incomensurável. E sempre com um sorriso no rosto.

O projeto também lamenta a perda dos senhores Dacil Pereira e José Luiz da Costa, ambos vítimas da pandemia e também quilombolas de Rasa. Para além de toda a dor de perder um ente querido, perder um mais velho significa a perda irreparável de histórias e de todo um conhecimento acumulado.

 

 

 

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CARTA ABERTA À TODOS PRESENTES NO FÓRUM ANUAL OBSERVAÇÃO

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Carta publicada em rede social pelo participante do Observação São João da Barra, Elias Tavares

Foi ano de muitas lutas à todos os Observatórios do Projeto de Educação Ambiental (PEA) Observação. Vários contextos vividos, várias lutas e conquistas. Começamos a viver e a sentir as nossas realidades e nossas esperanças ficando cada vez mais próximas e sendo realizadas. O Mundo também estava em festa conosco, conseguimos conquistar e mudar aquilo que nos afetava e vamos continuar mudando o que ainda nos afeta.

Quando entrei para o PEA Obervação me identifiquei e me senti em casa com cada um de vocês. Quando dei mais um passo em minha vida, senti com tivesse dado vários, mas VOCÊS, VOCÊS MESMOS, OBA, fazem jus ao nome ObservAção, porque é com ações que mudamos a realidade de cada um e vivemos em um mundo injusto contra algumas classes, e nossa ação ameniza todos esses contras, contra os POVOS TRADICIONAIS, contra a CULTURA, contra um POVO, que para “alguns” não existem, mas para gente TODOS OS POVOS existem e auxiliamos esses povos a ter voz, voz essa que faz um barulho incrível. Ouvi, senti, me emocionei por cada palavra e cada conquista, nossa luta jamais foi e vai ser em vão. 

Teatro Fórum – Observação Macaé

 Esse fórum me mostrou isso, me senti na minha casa cheia de amor e carinho, cheia de afeto e por mais que temos barreiras nos nossos caminhos, damos as mãos e passamos unidos. O OBA para mim é minha casa, é meu afeto é para mim o aconchego e o abraço que um dia senti falta. A união de cada Observatório mostra que não estamos separados e sim sempre juntos, mesmo de longe. O Fórum foi para mostrar aos “GRANDES” que se mexer com um, mexe com todos e todos vão até o fim na luta e se a luta não ter fim, vamos até ela acabar.

E assim é o PEA ObservAção, uma só carne e alma. Vivenciamos tudo, fomos do choro ao risos, fomos de trabalho a diversão (OBANIGHT), e assim somos nós. Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas. Aqui passei os melhores momentos de minha vida, fiz amigos, muitos dos quais, me acompanharão para sempre. Por isso tenho que comemorar! Esse é um momento especial! É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passamos. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos mas, felizmente, por inúmeros bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade. 

Mesa Políticas Públicas

Devemos esquecer aqueles que nos impuseram obstáculos infundados e agradecer àqueles que nos impulsionaram adiante. É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos. Ontem me despedi de vocês, com a maior certeza que iremos continuar a nossa luta e a amizade que adquirimos. Essa despedida, me trouxe a certeza do quanto vocês são especiais. Por todos os fantásticos momentos que juntos vivemos e pelas incríveis aventuras que nós partilhamos, nossa despedida, que se avizinha, é uma notícia mais do que triste. Vocês foram embora e deixaram meu coração feliz pelos dias incríveis que passamos juntos . Ficarão as lembranças de palavras e gestos, mas, ainda assim, sentirei falta. Jamais vou esquecer vocês, queridos amigos, para o resto da minha vida. 

Teatro do Oprimido – Observação Rio das Ostras
Observação Araruama e Niterói

O nosso agradecimento àqueles que, mesmo de fora, mas sempre presentes, nos quiseram bem e nos apoiaram nos bons e nos maus momentos. Dividam conosco os méritos desta conquista, porque ela também pertence a vocês. Uma despedida é necessária antes de podermos nos encontrar outra vez.

Que nossas despedidas sejam um eterno reencontro…

XO, Beyoncé,

Fórum Anual 2018

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TEATRO TRANSFORMANDO REALIDADES

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O Teatro do Oprimido chega para fortalecer o Observação em sua nova fase

O PEA Observação traz o Teatro do Oprimido (TO) como mais uma ferramenta a ser utilizada pelos sujeitos prioritários  no trabalho a ser realizado nessa nova fase. Ele tem como objetivo: potencializar a capacidade de reflexão sobre si e o mundo, a organização e expressão de ideias, bem como a capacidade de agir de forma concreta sobre a realidade, tudo isso de forma coletiva. Durante o Fórum do PEA Observação, realizado em dezembro de 2016, em Cabo Frio, os participantes puderam vivenciar algumas práticas e exercícios do TO.

O uso do TO na Educação Ambiental no Licenciamento pretende abordar gestão social, mobilização e articulação dos Observatórios através de técnicas como Teatro Imagem, Teatro Jornal e o Teatro Fórum. Com as práticas do TO, os participantes serão convidados a levar à cena situações reais de opressão, para através dessa representação do real, experimentar, ensaiar, debater e buscar soluções possíveis para a resolução dos conflitos que enfrentamos no dia a dia.

 Berço de lutas e transformações

A partir das práticas desenvolvidas pelo diretor e dramaturgo brasileiro Augusto Boal, o Teatro do Oprimido surge no final da década de 1960, época de repressão no Brasil, e tem esse nome por estar intimamente ligado às ideias libertárias de Paulo Freire e da Pedagogia do Oprimido. O Teatro e a Pedagogia do Oprimido são práticas dedicadas ao desenvolvimento da autonomia e da liberdade dos seres humanos.

“Representando o real, podemos nos observar melhor e transformar a realidade, inventar o futuro, ao invés de esperar por ele. Um futuro  melhor.”

Augusto Boal

 

Para Boal, ser humano é “ser teatro”, apenas precisamos nos tornar conscientes disso e usar essa linguagem com propriedade. Nesse sentido, O TO se organiza como um conjunto de jogos, exercícios e técnicas teatrais que objetiva instrumentalizar qualquer pessoa ao fazer teatral, independente de idade, profissão ou experiência artística. Essas técnicas têm o objetivo maior de transformar o espectador, ser passivo, que observa, em “espect-ator”, ser atuante e transformador da cena. 


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