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AGRICULTORES FAMILIARES INTEGRAM AÇÃO SOCIAL

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 Articulação de lideranças negras, femininas e agricultoras rurais realizam ações voltadas para a alimentação

Criado em 2019, o Projeto Prato Cheio Rio das Ostras, devido ao pouco acesso à políticas públicas, recorre à editais e ações solidárias (rifas e doações) para garantir a alimentação de cerca de 40 famílias  do campo e da cidade. Em 2020,  por conta da pandemia sua atuação se intesificou. Fortalecendo pequenos  agricultores familiares, que viram  nessa ação a possibilidade de continuar plantando e garantindo a sua permanência  na terra.

Entrega de cestas básicas Foto: Rafael Reis

Nestes seis meses de trabalho  houve um grande apoio popular através de doações de roupas, cobertas e alimentos, com esse engajamento da população as ações puderam ser expandidas. Atualmente Sabrina Barros, presidenta do Sindicato dos Agricultures e Agricultoras familiares de Rio das Ostras (SAAFRO) e articuladora do projeto, escoa grande parte dos alimentos cultivados pelos agricultores familiares da região na Feira Periurbana de Búzios e em entregas de cesta que ocorre em Rio das Ostras e Barra de São João.

Segundo a  Organização das Nações Unidas (ONU),a insegurança alimentar no Brasil aumentou e atingiu 43 milhões  de pessoas. com esses dados uma das diretrizes do projeto foi o aproveitamento integral dos alimentos. Parte dos alimentos são utilizados na produção de marmitas afetivas e distribuídos para população em situação de rua. Desde julho, o coletivo fornece quinzenalmente  as refeições para o abrigo público municipal, Casa Sorriso e semanalmente para a população em situação de rua.

Os cardápios são elaborados pelas cozinheiras Arlinda Jesus, Mariana Khouri e ativista alimentar Jéssica Silva, que conta com o apoio da nutricionista Priscila Vieira. A comida afetiva é elaborada com alimentos agroecológicos  e entregues por pessoas que buscam não somente alimentar o corpo, mas alimentar a alma, pois são criado laços afetivos com essa população temporariamente em situação de rua.

Oficinas culinárias

Neste mês de setembro, o grupo iniciou oficinas culinárias para dar suporte técnico às agricultoras na elaboração de novos produtos. A articulação tem o apoio de  instituições, coletivos e projetos de extensão universitários engajados na luta por justiça social, como curso de Gastronomia do IFF Cabo Frio, Festival Movimentos Negros e CulinAfro.

Serviço: telefone: +55 22 99814-0410 – Jéssica Silva| Instagram: Coletivo Prato Cheio

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AGRICULTORES FAMILIARES FICAM FORA DOS AUXÍLIOS EMERGENCIAIS

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Falta de documentação é impeditivo para o recebimento

Com a liberação do auxílio emergencial do governo federal, houve uma procura  dos agricultores familiares para auxílio no preenchimento do cadastro, pois 70%  dos  agricultores não possuem internet ou não tem  smartphones . Mesmo sendo auxiliados por parte do PEA Observação, muitos foram reprovados por falta de documentos que comprovassem o exercício da profissão de agricultor familiar. Como consequência da pandemia do coronavírus no pais, as familias dos agricultores familiares tem sofrido perdas irreparáveis. A queda na circulação de clientes por conta da políticas de isolamento, somado ao fechamento do comércio e a falta de incentivo governamental tem provocado fragilizado a situação da classe, fazendo com que os agricultores corram em busca de auxílios emergenciais.

Feira na UFF NiteróiNo decorrer da Pandemia, a Prefeitura de Rio das ostras aprovou o decreto 2479/2020 que instituía o Auxílio Emergencial Pecuniário temporário em decorrência de emergência pública, que foi concedido aos ambulantes, feirantes/agricultoes familiares e profissionais do setor artístico e culturais, com o valor de 3 parcelas de R$500,00, com exigências de algumas documentações, sendo elas: original e cópia da Carteira de Identidade, CPF, comprovante de residência de no mínimo um ano em Rio das Ostras, comprovante de renda e dados bancários e comprovante de inscrição no órgão responsável (Comfis, Sedtur ou FROC).

O cadastro exigido da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEDTUR), impossibilitou o acesso dos agricultores a este auxílio, pois este documento nunca foi exigido por parte da prefeitura. A verba de R$ 1.941.623,13, desse auxílio, é resultado da anulação de 14 Emendas Impositivas indicadas para o exercício de 2019 e propostas para 2020, ainda em fase de execução. O recurso deverá auxiliar cerca de 1300 famílias por três meses, injetando na economia local algo em torno de R$ 650 mil por mês. Composta pelas secretarias municipais de Assistências Social, Desenvolvimento Econômico e Turismo, e de Fazenda, além do Comfis e Fundação de Cultura, foi formada uma comissão de avaliação para o pedido desse auxílio municipal. O prazo para esse posicionamento  se encerra no dia 24 de julho.

 

Prato Cheio

O Projeto  de educação ambiental Observação, o Sindicato dos agricultores familiares de Rio das Ostras  e a aluna Jéssica da IFF, através do coletivo Prato cheio, fez articulação com o SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), para venda de produtos oriundos da agricultura familiar de Cantagalo , para formação de cestas básicas a serem distribuídas em Rio das Ostras.Segundo a presidente do Sindicado da agricultura familiar de Rio das Ostras, uma das integrantes desse grupo” Essa ação faz girar a economia dos agricultores, preservando a vida deles, pois a maioria dos agricultores tem mais de 60 anos” . Foram produzidas  uma média de 100 cestas básicas semanais.

 

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AÇÃO COLETIVA FORTALECE AGRICULTURA FAMILIAR DURANTE A PANDEMIA

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Após criação de cadastro de agricultores familiares venda passou a ser direta para consumidores

O coletivo Prato Cheio encontrou no conceito da Soberania Alimentar a oportunidade de reverter a crise e criar um elo de contatos entre a cidade e o campo, com pessoas envolvidas com a relação de consumo sustentável, formando assim um meio de venda de alimentos que os agricultores familires de Cantagalo não conheciam. O coletivo é formado por agricultores familiares, Sindicato de Agricultores Familiares de Rio das Ostras, alunos do   Instituto Federal Fluminense (IFF) Cabo Frio e consumidores da cidade. Acreditando ser um caminho para o fortalecimento da agricultura familiar de Cantagalo, todos os alimentos são vendidos através de pedidos via internet por esse coletivo e entregues nas residências dos consumidores.

Caixas de Aipim para venda

Nos últimos meses, os agricultores familiares de Cantagalo tiveram prejuízos por consequência do isolamento social imposto ao Município em razão da pandemia do COVID-19. Para evitar a disseminação do vírus por meio da aglomeração de pessoas, foi ordenado o fechamento do comércio, medida que reduziu drasticamente a venda presencial e as feiras locais. Sem a possibilidade de vender as suas produções e com as suas economias comprometidas, muitos agricultores viram sua produção sendo perdidas e sem nenhum auxílio do poder público. Uma das consequências foi alimentar os animais com excedente para evitar o desperdício de alimentos. Essa medida fez com que alguns agricultores começassem a passar por necessidades não tendo a renda das vendas para compras de outros alimentos.

Mesmo passando por período de quarentena por conta da pandemia, os agricultores familiares puderam experimentar a diferença que um coletivo pode fazer. Através dessa ação, Cantagalo pode ter acesso à informação sobre a pandemia, que até o presente momento não tinham tido por parte do poder público. Foram arrecadados tecidos para confecção de máscaras e diversas inscrições para editais na pandemia, dentre eles foram contemplados com:

  • AÇÃO RURAL SOLIDÁRIA (com 60 cestas básicas,e produtos de higiene, Álcool e máscaras) em duas etapas e
  • FUNDO BAOBÁ com uma verba de R$2500,00 (dois mil e quinhentos reais) para serem empregados em compras de cestas básicas,tecidos e cartaz informativos do Covid-19.

Os agricultores continuaram as suas plantações com as ações criadas pelo coletivo conseguindo escoar sua produção.

 

 

 Ações de cidadania 

O grupo promove as  distribuições de cobertores, casacos, quentinhas e água, sendo arrecadados com doações e  vendas de pratos elaborados pela aluna de gastronomia do IFF Cabo Frio, Jéssica da Silva José. Segundo a voluntária Sabrina Barros, “com essa ação, os agricultores familiares voltam a ter sua cidadania e seus valores respeitados, resgatam a sua autoconfiança e principalmente o seu orgulho de ser agricultor familiar”.

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EXPANSÃO DA ZEN AUMENTA A DESCARACTERIZAÇÃO DE CANTAGALO

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Especulação imobiliária vem crescendo com as novas empresas da ZEN

No dia 12 de Novembro de 2019, o atual prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Borba, junto com a subsecretária de Desenvolvimento Econômico, Lara Velho, através das licitações preenchidas, liberaram a entrada de mais duas empresas na Zona Especial de Negocio (ZEN), dando inicio a ZEN 2. com a entrada de novas empresas do setor offshore, Cantagalo sofre mais uma vez com mudanças  sua área rural, pois muitos trabalhadores da construção civil das futuras empresas, se instalam nos arredores e consequentemente, ocorre o crescimento desordenado da zona rural de Rio das Ostras. Sendo Cantagalo um PA (projeto de assentamento) , a mais de 30 anos, os agricultores familiares enfrentam diariamente a  descaracterização rural, a falta de fiscalização  e dificuldades em se manter na terra, pois  segundo os gestores públicos, O município tem dificuldades burocráticas em gerenciar por se tratar de um projeto de assentamento.

 

 

Com a chegada dessas duas empresas, Cantagalo por ser o lugar mais próximo teve um aumento da especulação imobiliária  e  da descaracterização rural. O poder publico não fiscaliza as ampliações das  moradias, geralmente são construídas sem as autorizações  devidas, causando assim o aumentando populacional sem planejamento, após a conclusão das  construções,esses pessoas  acabam permanecendo na região sem vinculo empregatício, aumentando assim a procura  por empregos na região.  Sobrecarregando a área da saúde e educação ,o município pois não há investimentos para acompanhar o crescimento da demanda, causando assim um défici no transporte publico, que já e ineficiente para os assentados.

 

Segundo o agricultor familiar Frederico Pessanha,”Todo o crescimento da Zen, é visto  como enfraquecimento para a agricultura familiar de Cantagalo, pois os agricultores enxergam cada vez mais a possibilidade de não conseguirem o documento definitivo de suas terras, por conta da descaracterização rural. Com o aumento da população, os agricultores enfrentam dificuldades com a saúde, educação e transporte, pois a prefeitura não aumentam as vagas nas escolas, o número  de médicos no posto de saúde local e nem o número de transporte nessa linha, que já é muito precário”. Para o morador Marcelo Costa, há dois anos em Cantagalo ” A entrada dessas empresas, aumentam a possibilidade de empregos para região”.

Incra faz notificações 

O Ministério Público Federal (MPF) deu sequência aos pedidos de regularização do Projeto de Assentamento (PA) Cantagalo e  expediu um ofício ao Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) e uma recomendação à Enel, empresa de abastecimento e distribuição de energia elétrica na região. Após a vistoria feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), foram identificados que lotes que deveriam ser destinados à reforma agrária foram sub-loteados e comercializados ilegalmente. Também foi constatado que alguns desses lotes foram ocupados por pessoas que não se enquadram no perfil da reforma agrária e estão sendo explorados comercialmente como pousadas, haras, clubes sociais, utilizados para fins de lazer .

 

 

 

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ESCOLA AGRÍCOLA COMPLETA MAIS UM ANO DE FUNCIONAMENTO

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Após um ano de ser inaugurada, escola luta para ampliar seu espaço

A Escola Agrícola Carlos Maurício Franco, iniciou seu 2º ano de funcionamento, fica localizada no Humaitá (Cantagalo), possui apenas duas salas de aulas, com capacidade total de 35 alunos, iniciou o ano de 2019 com o 6º e 7° ano, com promessas pelo poder publico, que seria ampliada até o final do ano letivo, como não aconteceu, a direção pedagógica entendeu ser melhor dar continuidade para essas turmas no ano letivo de 2020, sendo assim, hoje a escola conta com o 7º e 8º ano.

Com o quadro de 11 professores, os alunos podem contar na sua grade curricular com 8 disciplinas regulares, uma de prática agrícola e outra de prática de robótica, segundo o diretor Felipe Viana, hoje a escola nesse formato e tamanho, atende perfeitamente aos 35 alunos com horário integral. A escola enfrenta algumas dificuldades, pois não tem transporte próprio, todos os deslocamentos dos alunos são dividido com mais dua escolas de Cantagalo, dificultando as práticas agrícolas, pois com apenas um ônibus fazendo a entrada e saída das três escolas, limitando muito as visitas externas dos alunos em diversas propriedades rurais.

Outro problema enfrentado é a vulnerabilidade dessas crianças da escola agrícola, pois o horário de ensino é das 8 as 16 h, por compartilharem o mesmo transporte, eles são obrigados a pegar o ônibus as 6:30h e voltam somente as 17h, sendo que muitos, por morarem distantes, só conseguem chegar em casa, por volta das 18h, ficando aproximadamente 11h fora de casa.

 

Sacrifício e satisfação

Segundo o diretor Felipe Viana, mesmo diante das dificuldades que é para os alunos chegarem a escola, eles gostam de ir, se envolvem com os trabalhos desenvolvidos pelos professores e como prova disso é que não houve nenhuma baixa dos alunos do ano letivo de 2019 para 2020, pelo contrário; os pais e responsáveis das crianças que não tem idades e escolaridades para entrarem na escola, estão procurando vagas, isso faz com que tenhamos mais carinho pela escola e pelos nossos alunos, isso mostra que está dando certo e que está correspondendo às expectativas de todos que se envolveram para que esta escola acontecesse.”, finalizou o diretor.

 

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FALTA DE MANUTENÇÃO NAS ESTRADAS DIFICULTAM O TRABALHO DO AGRICULTOR FAMILIAR

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Péssimas condições impedem agricultores de escoar suas mercadorias

Com as péssimas condições das estradas de Cantagalo,os agricultores ficam sem poder escoar seus produtos para a feira e consumidores da cidade,as estradas do bairro raramente estão em condições de tráfego . É um problema que ocorre há anos, segundo um dos agricultores, a  Prefeitura de Rio das Ostras não entende que manter estradas em boas condições, facilita a comercialização dos produtos da agricultura e que, após ser solicitada pelos agricultores e moradores de Cantagalo,a manutenção das estradas, através do Departamento agropecuário da Secretaria do meio ambiente(DEAGRO), a Prefeitura informou que não tem maquinários para esse tipo de serviço,entre tanto,como paliativo,os agricultores insatisfeitos e cansado se viram obrigados a tomarem medidas por conta própria, se  reuniram e  abriram uma grande vala  na lateral para drenar a água parada na estrada.

 

Com toda a dificuldade enfrentada, os agricultores tiveram que distribuir suas mercadorias entre si, para não perecer seus produtos , pois os mesmos não possuem transporte próprios e como os transportes coletivos não estão funcionando, os agricultores que trabalham com leite, tiveram que beneficiar toda a produção. A Secretaria de manutenção de infraestrutura urbana e obras publicas, realizou uma operação tapa-buraco, somente na Av Prof Leandro faria sarzedas, que faz a ligação do centro da cidade a Zona especial de negócio( ZEN)

Um fator importante a ser levado em consideração é que a grande parte de moradores de Cantagalo, depende do transporte público para se deslocar, tendo isso em consideração, pode-se entender que os intervalos com que as vans transitam no bairro são importantes para elas,com isso as condições precárias das estradas acabam prejudicando ainda mais , pois o intervalo que hoje o transporte publico aplica, não é satisfatório,com esse problema, intervalos normais de 30 minutos ,passam para até 2h, atrasando e comprometendo os compromissos de todos.A Secretaria de transporte já foi comunicada desse problema,mas até o presente momento ,não tomou nenhuma  providências.A Secretaria de transporte já foi comunicada desse problema,mas até o presente momento ,não tomou nenhuma  providências.

 

A Especulação imobiliária e o transporte público na zona rural

Um fenômeno que vem ocorrendo há tempo em Cantagalo, zona rural de Rio das Ostras, é a especulação imobiliária. Nesse sentido, é possível notar que ,devido a proximidade com a ZEN, antigos agricultores viram o cenário mudar com as vendas desenfreadas de lotes, tornando assim uma concorrência desleal ,pois o que falta de incentivo para a agricultura, sobra para os empresários da Zen.Essa especulação causa impacto direto na infraestrutura do bairro, principalmente para o transporte publico

 

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AGRICULTORES FAMILIARES TOMAM POSSE DO CONSELHO

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O Secretário de Meio Ambiente Agricultura e Pesca deu posse aos 16 conselheiros do Conselho Municipal de Desenvolvimento rural Sustentável e Pesca

 

No dia 05 de Fevereiro , o Secretario Nestor Prado Junior deu posse ao Conselho Municipal de Desenvolvimento rural Sustentável e Pesca (CMDRSP), em cerimônia no Parque Municipal dos Pássaros, Formado por oito (8) conselheiros da Sociedade Civil e oito (8) do poder público municipal, que foram eleitos na 5ª Conferência municipal realizada no dia 13 de novembro no auditório do Centro de qualificações profissionais. Além da assinatura do termo de posse dos membros para o novo mandato, foi feita a eleição da grade estrutural executiva, que ficou composto por Nestor Prado Junior (Representante da secretaria Meio Ambiente), como Presidente e Karla Carvalho (Associação Observação) como Vice- Presidente. Segundo o Agricultor familiar, esse conselho é extremamente importante para a zona rural, pois tem capacidade de buscar e encaminhar políticas públicas para serem aplicadas na zona rural do município.

 

Esse conselho tem a finalidade de atuar junto as políticas públicas da área rural e na questão ambiental, por esse motivo, foi de grande importância os agricultores assumirem cadeiras nesse conselho,diz a uma das conselheiras Sandra Bandeira(agricultora familiar),o atual secretário do meio ambiente, destacou que sempre existiu a dicotomia entre meio ambiente e agricultura, mas na verdade o planeta é um só,disse ainda que o conselho necessita trabalhar a realidade, o que é possível e viável de ser feito.

 

Após a fala do secretário, deu-se inicio a assinatura do termo de posso;quando os conselheiros foram convidados a fazer uma breve apresentação, em seguida foi colocado em votação o cargo de presidente, concorrendo a esse cargo a Srª Karla Carvalho(Associação Observação) e Srº Nestor Prado Junior (Secretário do meio ambiente), sendo que o segundo mais votado, seria o vice-presidente do conselho.Houve empate para o cargo de presidente, cada candidato recebeu 8 votos, como o regimento nessa situação é omisso,Após breve discussão, a Srª Karla Carvalho, declinou da sua candidatura e deu os parabéns ao Srº Nestor, que disse estar honrado em participar desse conselho.

 

 

 

Inovação da Grade do Conselho

 

Segundo Edgar Alves, atual diretor do Departamento Agropecuário Rio das Ostras (DEAGRO):o Conselho neste biênio esta sendo muito bem representado, Pois teve a grande representação da agricultura familiar entre os conselheiros . A grade desse Biênio está bem distribuídos ,tendo em vista que alguns órgão como Embrapa, Emater e associação Observação, Associação de moradores que tem grande representatividade para agricultura familiar, entre as associações está, a Associação de Moradores e Produtores Rurais da Comunidade Califórnia que pela primeira vez ocupa uma cadeira nesse Conselho.

Segundo o Nestor Prado, atual presidente do conselho, esse não é um conselho chapa branca, pois tem varias entidades de diferentes seguimentos e que juntos só tem a somar,agregar para uma herança positiva,pois todos trazem mudanças, participações construções para um conselho melhor.

Com o grande número de participantes durantes as reuniões do conselho no Biênio passado tivemos algumas conquistas para Cantagalo, como: A cabine policial na praça de Cantagalo e melhorias no Posto de saúde da família.
Para esse biênio acredita-se que pode ser dada a continuidade das conquistas que tem sido feita.Segundo alguns dos conselheiros,a expectativa e dar continuidade nas demandas, foi solicitado,durante a posse,que os conselheiros dessem atenção as demandas da pesca,pois não teve encaminhamento concreto por parte da prefeitura no ano passado.

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MOBILIZAÇÃO DOS AGRICULTORES FAMILIARES REALIZAM A FESTA DO FEIJÃO

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Luta coletiva impede o cancelamento da festa

Nos dias 11,12 e 13 de Outubro, aconteceu a tradicional Festa do Feijão no Galpão Socioambiental Pau-brasil, em Cantagalo, após varias reuniões entre a Secretaria do Turismo, Instituto Federal Fluminense (IFF) e os agricultores familiares, ficou decidido que a festa teria um resgate da sua origem,  somente com a participação dos agricultores familiares. Com o valor cobrado pelas barracas sendo negociado por todos os envolvidos e com os pratos sendo elaborados somente por eles, a festa teve aceitação dos agricultores familiares e moradores de Cantagalo. Em anos anteriores os valores das barracas , estavam fora da realidades  financeiras dos agricultores familiares, chegando em media de R$5000,00, ficando assim viável somente para os grandes restaurantes da cidade, além de perder a sua essência, pois pratos típicos do feijão não eram oferecidos nas festas anteriores, assim os agricultores foram vendo a sua festa, que na essência era para celebrar a colheira se descaracterizando, tornando apenas mais um evento. Para que essa festa acontecesse, a prefeitura colocou varias imposições aos agricultores, que foram todas cumpridas.

 

 

Colheita do feijão no sítio do agricultor familiar Cidlei

 

Algumas imposições feitas pela prefeitura, somente foram cumpridas, pois os agricultores tiveram o total respaldo do IFF, pois os agricultores não teriam estrutura para tantas exigências, segundo o Agricultor familiar Iltair Drumond,” as exigências eram um meio de cancelarem a festa do feijão, pois em anos anteriores, com a participação dos grandes restaurantes, não tinham tantas burocracias, e os agricultores poderiam perder a sua festa, igual fizeram com a festa de São Pedro, uma festa dos pescadores, que acabou saindo do calendário da Prefeitura”.

Uma das imposições dos agricultores, foi o espaço cultural, instalado na entrada do galpão, que os visitantes puderam conhecer melhor, como  o Projeto de assentamento Cantagalo foi criado,  e assim reforçando a importância da agricultura familiar para região. Os agricultores familiares tiveram como vender seus produtos diretamente para o consumidor final e assim divulgando as suas plantações . Com a real finalidade ,essa festa foi criada para comemorar a colheita , e com o passar dos anos sofreu a descaracterização, tornando assim apenas mais uma festa no calendário do Município, por esse motivo os agricultores de mobilizaram e se organizaram para essa retomada da tradição.

Em uma parceria com o Instituto Federal Fluminense, os agricultores familiares se qualificaram em cursos como: Boas Praticas de Higiene, planejamento do cardápio, técnicas para o preparo de pratos exclusivamente preparados com feijão, marketing e hospitalidade. Em contrapartida a Prefeitura colocou: segurança, mobilidade urbana, banheiros químicos, palco e estruturas para tenda central. A festa contou com shows e concursos promovidos pelas escolas municipais de Cantagalo, acontecendo assim um entrosamento entre comunidade e escola. A noite contou ainda com a receita  do brigadeiro do feijão, criada exclusivamente pelos alunos da escola agrícola.

 

Importância da soberania alimentar

Segundo relatos da agricultora familiar Sandra Bandeira, “Essa festa foi um passo importante para a valorização da agricultura familiar, pois depois de muita luta, a festa voltou para as mãos dos agricultores. Provamos que temos capacidade de alimentar o público dessa festa apenas com produtos produzido em Cantagalo. O que antes era ocupado, apenas pelos grandes restaurantes, e hoje foi ocupado pelos reais protagonistas”. Em outro relato da agricultora familiar Patrícia Franca, ” Esse foi apenas o primeiro passo para a retomada da nossa festa, nos começamos com barracas de bambu, e eles tomaram nosso espaço, agora com o apoio do Instituto Federal Fluminense, PEA Observação  e os agricultores organizados, nos vamos resgatar o que é nosso de direito, agora que vimos que deu certo, não vamos parar “.

 

 

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AGRICULTORES FAMILIARES FAZEM CURSO DE BENEFICIAMENTO

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Aipim foi a matéria utilizada em formação que aplicou técnicas de aproveitamento integral de alimentos

Agricultores familiares solicitaram ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR)  um curso de capacitação no beneficiamento do aipim . Ocorrido entre setembro e outubro, o curso teve duração de três dias e atendeu 15 agricultores familiares, o curso foi em Cantagalo, Foram ensinadas varias técnicas de como beneficiar totalmente o aipim, o aproveitamento vai desde a folha até a casca. Alguns agricultores familiares viam somente a venda das caixas in natura como renda das suas plantações, Após o curso os agricultores familiares viram a possibilidades de aumentar suas rendas com o beneficiamento do produto. As agricultoras familiares aprenderam  sobre a higienização ,beneficiamento e apresentação do produto.

 

 

O curso foi ministrado pela instrutora Beatriz Miranda, formada em economia domestica. Segundo a instrutora ” todo o cuidado que devemos ter na escolha da mandioca e na higiene dos utensílios e equipamentos, interfere diretamente no valor agregado do produto”. Ela ainda complementa dizendo quê:” o aipim é  um alimento de grande interesse gastronômico na culinária brasileira, e tem a possibilidade de chegar a mesa do consumidor final em diversos pratos elaborado diretamente pelos agricultores, como: sorvetes, farofas, bolos, biju, tapioca, escondidinho, empadão entre outro, aumentando assim o retorno financeiro”.

Foi ensinado pratos de valores agregados e sofisticados para um aumento no valor do produto final. O aipim é um alimento de grande interesse na região, por se tratar de região litorânea , onde 80% dos pratos servidos , são acompanhados de aipim. O processamento do aipim é simples, mas exige cuidados com a seleção da matéria prima, com isso, a instrutora do curso ensinou técnicas inéditas para as agricultoras familiares. Assim, tornou-se possível a manufatura de produtos de melhor qualidade para o consumo e para a comercialização, durante esse curso, toda a alimentação foi elaborada pelas agricultoras familiares.

Nhoque de aipim á bolonhesa

GERAÇÃO DE RENDA

O curso trouxe conhecimentos, novas técnicas e oportunidades de ter um produto competitivo e atraente para o mercado. Com isso, ele tornou agricultoras familiares mais capacitadas e certificadas para o mercado. “Esse curso foi muito bom. Nos deu a capacidade de vermos outras formas de utilizarmos nossos produtos e, com isso, valorizarmos e obtermos um lucro maior.”, declarou Sandra Bandeira, agricultora familiar presente no curso. A partir do curso, a agricultora familiar passou  a vender seus produtos , não somente na feira, mas através de encomendas por telefones. Isto acabou gerando um aumento de renda, e diversificando sua lista de produtos pra venda

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AGRICULTURA FAMILIAR SOFRE COM EXPANSÃO DO SETOR PETROLEIRO

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Nova concessão da Prefeitura para expansão da Zona Especial de Negócio (ZEN) reaquece a especulação imobiliária  na área rural de Rio das Ostras

Com a chegada de mais empresas do seguimento do ramo do petróleo, há o avanço da descaracterização rural em Cantagalo. As novas construções não seguem regras de saneamento básico provocando a contaminação do lençol freático,inviabilizando o consumo da água usada pelo agricultor familiar em seu cotidiano. Segundo o agricultor familiar, Frederico Pessanha com a chegada de novos empreendimentos ocorre uma deficit de  de obra para a agricultura .”Fica inviável o agricultor familiar permanecer na sua terra, pois falta políticas públicas voltadas para a zona rural de Rio das Ostras e sobra proposta de compra para nossas terras”, relata o agricultor.

No último dia 16, foi publicado, no diário oficial nº1070 de Rio das Ostras, a chamada pública para pessoas jurídicas que tenham interesse em  uma concessão na expansão da Zona especial de negócio(ZEN). A chamada tem como objetivo ocupar aproximadamente 20.000 m² oriunda de uma desapropriação da fazenda Vale do Sol. As empresas que tiverem capacitadas deverão preencher a carta cadastro anexo ao diário. Poderão participar pessoas jurídica instaladas ou não no Município .

Com o aumento da população, existe um aumento da pressão sobre a zona rural, acarretando a restrição do espaço para agricultura e pecuária acarretando uma urbanização dessa área. Porém, essa mudança dificulta o acesso à políticas públicas para agricultura, fator que contribui para a migração dos agricultores para outras atividades econômicas. Esse fenômeno tem obrigado muitos agricultores a abandonar a sua prática tradicional. Cantagalo e um projeto de assentamento que tem 32 anos de lutas pela regularização fundiária.

Especulação imobiliária

Em 2017, o projeto já abordavam essa preocupação  dos agricultores familiares com a especulação imobiliária. Naquele momento, já havia uma perda constante da área rural.Este fato foi registrado não só em uma notícia do site, como também no curta  documental produzido de forma coletiva e colaborativa pelo Observação Rio das Ostras “Cantagalo à Venda”.