PESCADORES DE TAMOIOS RETORNAM À CÂMARA DE VEREADORES

Em Noticias por Observatório Cabo FrioDeixe um Comentário

Após dois anos sem respostas, pescadores do Pontal de Santo Antônio reivindicam políticas para a pesca artesanal

Os pescadores artesanais de Tamoios retornaram à Câmara de Vereadores para reiterar a necessidade de um cais para a comunidade pesqueira do Pontal do Santo Antônio, localizado no 2º distrito de Cabo Frio, e apresentar nova demanda de fiscalização nas áreas do rio São João que vêm sendo degradadas por invasores e que tem prejudicado os pescadores ribeirinhos e do caranguejo-guaiamum. Desde 2015 sem obter ações concretas do poder público municipal, os pescadores que comercializam seus pescados em Tamoios não possuem uma infraestrutura adequada para sua atividade profissional, além de beneficiar outros profissionais que atuam na região. Sendo o uso da Tribuna uma alternativa para comunicar as demandas da sociedade, uma vez que os conselhos municipais não estão funcionando ativamente.

A plenária ocorreu no último dia 26 e quem falou na tribuna da câmara foi o presidente da associação de pescadores, Claudecir Borges, que expôs a necessidade de um cais para que os pescadores possam comercializar seus pescados, tendo em vista o potencial turístico das praias de Tamoios.

Grupo de trabalho é solicitado à Câmara

Os pescadores também trouxeram ao conhecimento público a disparidade dos períodos de defeso com os períodos reprodutivos do goiamum, visto que atualmente é proibido a pesca quando os crustáceos estão adultos e permitida durante a desova, o que torna o período do defeso inevitavelmente inútil. Foi solicitado a criação de um grupo de trabalho para estudar e sanar tal problema, visto que os pescadores de caranguejo-guaiamum correm risco de serem presos se realizando a pesca no período de defeso e não podem recolher os crustáceos com ovas.

O espaço da tribuna também foi utilizado para denunciar invasões e desmatamentos no Chavão, comunidade que reúne pescadores ribeirinhos e pescador de guaiamum e que está dentro dos limites da APA da Bacia do Rio São João/Mico-leão-dourado.

Os pescadores retornaram motivados em dar continuidade na luta por direitos e com a missão de ocupar o protagonismo nesse processo.