PESCADORES DE TAMOIOS DEBATEM A NECESSIDADE DE POLÍTICAS PÚBLICAS

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Em mobilização, na Casa do Pescador, pescadores ribeirinhos e do mar levantam demandas a serem expostas ao poder público municipal

Pescadores artesanais do Pontal de Santo Antônio e do Rio São João se reuniram no dia 28 de agosto para expor a necessidade de implementação de políticas públicas que estruturem e mantenham a tradição pesqueira. As demandas apresentadas foram, a ocupação indevida do território da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João e do Parque do Mico-Leão-Dourado; poluição do mangue, do Rio São João e do Pontal de Santo Antônio pelo descarte indevido do lixo; a falta de coleta seletiva; e a necessidade de um cais para desembarque, venda e limpeza do pescado no Pontal de Santo Antônio. Reivindicações necessárias para desenvolvimento e manutenção da pesca artesanal tradicional no Distrito de Tamoios.

Sr. João, pescador artesanal, conversa sobre impactos da Portaria 82 na pesca em Tamoios

Sr. João, 74, pescador do rio e do mar, falou sobre a necessidade de fiscalização, pois não faria sentido realizar as alterações da portaria, mas não haver fiscalização pelas instituições ambientais responsáveis. Os pescadores apresentaram alternativas às restrições criadas pela Portaria 82, que restringe a malha usada para pesca, e concordaram com as alterações solicitadas para liberação da pesca no rio São João.

 

Grupo define ações para regularizar documentos e encaminhar demandas

Um dos pescadores relataram a dificuldade de obter o registro de pesca, que já está há quase seis anos em processo, mas àqueles que já possuem o carteira tem dificuldade de legalizar a embarcação na aquisição do título de propriedade.

Neste encontro houve um consenso entre os pescadores do rio e do mar de se mobilizarem para solicitar na Câmara de Vereadores o uso da tribuna livre, vista a necessidade de expor suas demandas ao poder público.