MORADORES DE LAGOMAR DISCUTEM DESAPROPRIAÇÃO

Em Noticias por Observatório MacaéDeixe um Comentário

Um grande número de moradores da área de desapropriação participaram da roda de conversa

Em encontro no auditório da Escola Municipal Paulo Freire, o Observação Macaé apresentou aos moradores da MPM e da W30, o Projeto e  as ferramentas utilizadas na ação educativa , em seguida mediou o debate sobre a desapropriação destes moradores. Foi discutida a situação atual dos moradores que se localizam na W 30 e MPM e feita também uma breve apresentação do trabalho realizado pelo Observação Macaé junto das ferramentas de Comunicação Popular.

Entre os participantes da reunião, estavam presentes também as lideranças do movimento “Diga não ao ato de desapropriação MPM e W30”, Cleyton Bastos, Roberta Viana e o Pedro do Bar, e comerciantes locais representado pelo Edmilson Ramalho, que em sua fala, relatou se sentir parte da causa e apoiar inteiramente o movimento mesmo não morando na área demarcada.

Em todos os relatos, foi constatado uma insatisfação e rejeição dos moradores com a maneira como vem sendo conduzido ao longo desses 15 anos este processo. Hoje são mais de 1.100 famílias lutando pelo direito de permanecer em suas casas, onde construíram suas histórias de vida.

“A minha vida esta aqui. Aqui meus filhos casaram, minhas netas nasceram. Aqui a história da minha vida teve continuidade. Agora eles querem me tirar daqui como se fossemos móveis velhos, que tira de um lugar e joga para o outro.” Relatou Marília, uma das moradoras da área.

Muito se debateu sobre protestos e manifestações, acatado por todos os presentes, pois na visão dos moradores, essa é uma das ferramentas mais importantes para se fazer ver e ouvir.

Lideranças do bairro serão entrevistadas

Durante reunião, André Carvalho, Presidente do Grupo Ser e Viver, manifestou  interesse em conceder uma entrevista para o site já que não concordou com diversas respostas dadas pelo chefe do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba ao Observação Macaé, em notícia anterior.

Essa proposta gerou uma ideia de se entrevistar todos os líderes do movimento da desapropriação, começando com Cleyton Bastos e  André Carvalho, e em seguida com outros líderes e moradores, expondo a posição dos próprios moradores em relação ao Parque Nacional Restinga de Jurubatiba.