ENTREVISTA COM O PESCADOR E DIRETOR DA ASSOCIAÇÃO OBSERVAÇÃO DE ARARUAMA

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Pescador Alpheu Ferreira Filho ressalta a importância da participação dos pescadores artesanais nos espaços de decisões políticas

No dia 26 de abril, foi realizado uma entrevista para o Projeto de Comunicação Social (PCS) do Campo de Polvo com Alpheu Ferreira filho, pescador artesanal e diretor do Observação Araruama, e sua filha Sharon Dias. Aline Almeida, responsável pelo PEA Observação na PetroRio, e Filipe Duval, consultor do PCS, abordadaram vários assuntos relacionados à vida e à opinião do pescador artesanal no trabalho realizado pelo Observatório junto à comunidade pesqueira.

Alpheu Ferreira, quando indagado sobre a importância da participação dos pescadores nos observatórios, concluiu que era de fundamental relevância para a conscientização dos mesmos, tendo então interesse e conhecimento sobre as atividades e decisões ocorrentes nas instituições que tratam de assuntos pertinentes a prática pesqueira.

Confira a entrevista abaixo:

Observação: Sr. Alpheu, como o senhor conheceu o PEA-Observação?

Sr. Alpheu: “Eu conheci o Observatório através de outro pescador artesanal, o Marreco, que já conhecia o Observatório e convidou outros pescadores para participar das reuniões. Achei interessante a proposta, gostei e resolvi participar. Já a minha filha chegou no projeto por minha causa, agora ela é voluntária do Observatório”.

Observação: Na sua opinião, de que forma o Observatório pode auxiliar o pescador artesanal?

Sr. Alpheu: “O Observatório tem trabalhado no monitoramento da Laguna e toda informação que diz respeito a Laguna nos ajuda. O pescador está interessado em conhecer mais sobre a Laguna  e o que está mudando. Pois, tem muita coisa que nós pescadores não temos conhecimento e através do Observatório passamos a conhecer”.

Observação: Sr. Alpheu, como o senhor vê a participação da Sharon no Observatório?

Sr. Alpheu: “Eu acho muito importante e é interessante que cada dia ela se aprofunde mais, adquira mais conhecimento para ajudar, no futuro, não só a mim, mas a outros pescadores também”.

Observação: Sharon, como você observa sua participação no PEA?

Sharon: “Como filha de pescador eu tenho mais contato com o estilo de vida dos pescadores artesanais e com as dificuldades que eles passam no dia-a-dia. Com isso, tenho mais propriedade para falar na hora de debater sobre esses assuntos, tanto no Observatório quanto em outros espaços de decisão”.

Observação: Como diretor do Observatório, como o senhor percebe a sua participação em espaços de decisão externos, como o Conselho de Meio Ambiente e o Comitê de Bacias?

Sr. Alpheu: “Como diretor, eu ainda tenho que adquirir mais experiência… Mas minha participação nesses espaços abre um campo maior de atuação por que a gente ganha mais conhecimento e, principalmente, tem mais voz e consegue mais oportunidades para colocar a nossa opinião. ”

Observação: Sr. Alpheu, se pudesse dar um recadinho para outros pescadores que vivem nos municípios da Bacia de Campos, o senhor acha importante a participação deles nos Observatórios?

Sr. Alpheu: “Com certeza, é muito importante. Eu já falei para o nosso grupo de Araruama que é importante a gente ir ao encontro dos pescadores, falar com eles, trabalhar com eles, pois tudo é questão de conscientização. Se você não tem esse conhecimento, provavelmente, não sabe o que está acontecendo ao seu redor. Com informação você passa a ser um pescador consciente dos seus direitos”.