Ver Postagem

QUILOMBO DE BAÍA FORMOSA COMEÇA A ENTENDER IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS POR OBRAS

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

 

Quilombo de Baía Formosa recebe esclarecimentos sobre impactos socioambientais que pode impactar definitivamente a comunidade e seu modo de vida

O primeiro encontro entre o Quilombo de Baía Formosa e os responsáveis pelo empreendimento Aretê, mediado pelo procurador da República, Leandro Mitidieri, contou com a presença de representantes do Incra, secretaria  do Meio Ambiente de Armação dos Búzios e ambientalistas que acompanham o andamento da obra. O empreendimento pretende expandir uma obra já iniciada no bairro da Marina, em direção ao continente. A obra prevê a construção de canais e ilhas artificiais que modificarão a paisagem com o intuito de deixar a área balneável. Este primeiro encontro foi realizado no dia 6 de outubro de 2018, na escola municipal Lydia Sherman.

” O custo de vida vai aumentar muito também para o município, é uma preocupação grande.” afirmou a representante da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas na Região dos Lagos, Rejane (Jane)

 O empreendimento está localizado próximo ao território quilombola, que está em processo no INCRA, e aguarda as próximas etapas para titulação das terras quilombolas em questão. Porém, a grande preocupação da comunidade é a preservação das nascentes e poços de água doce, presentes nessas terras  e que servem de base para o desenvolvimento da agricultura de diversas famílias tradicionais. Além do risco de salinização do lençol freático, que abastece esses poços, existem também os impactos socioculturais gerados pelo empreendimento que podem atingir de maneira direta e indireta as comunidades quilombolas da região.

A comunidade quilombola e a convenção 169

Leandro Mitidieri, procurador da República, promove encontro entre a comunidade de Baía Formosa e responsáveis pelo empreendimento Aretê

Na ocasião o procurador esclareceu que esse encontro foi uma recomendação ao Inea para que houvesse uma consulta prévia a comunidade quilombola, em cumprimento a Convenção 169 (OIT), que exige que todo empreendimento que possa impactar uma comunidade tradicional deve apresentar de maneira simples o projeto do empreendimento para que a comunidade se manifeste e esclareça quaisquer dúvidas que surgir.

Foi apresentado um estudo sócio-histórico-cultural sobre a comunidade e um plano de acordo de cooperação sócio-cultural entre o empreendimento e a comunidade como medida de mitigação.

A comunidade manifestou preocupação quanto ao avanço do projeto nas proximidades do território quilombola e o risco de salinização das nascentes e dos poços de água doce. Além da preocupação de que se trata de um grande empreendimento e como previsto irá aumentar ainda mais o custo de vida no município e consequentemente a desigualdade social e especulação imobiliária na região alterando de forma  significativa o modo de vida da comunidade. Levantou-se também a questão da agricultura familiar que depende de água de boa qualidade e que atualmente encontra-se enfraquecida pois houve a diminuição das terras e  falta política pública e incentivo as famílias, fazendo com que grande parte da comunidade seja obrigada a trabalhar em outros setores como a construção civil por exemplo.

Segundo o procurador, diante dos fatos apresentados, refletir em cima do direito territorial da comunidade de Baía Formosa seria uma das compensações mais relevantes a ser levada em consideração pelo empreendimento, a fim de garantir condições ideais para que o modo de vida da comunidade esteja de acordo com sua cultura e tradição, desempenhando de maneira satisfatória seu papel na sociedade.  

 

Ver Postagem

ARTICULAÇÃO QUILOMBO DE BAÍA FORMOSA E ESCOLA PROF. LYDIA SHERMAN

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

AÇÃO ENTRE QUILOMBO E ESCOLA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS

No dia 29 de junho, a comunidade quilombola de baia formosa, recebeu em sua sede  diretores, professores e alunos da Escola Municipal Lydia Sherman situada nas proximidades da sede no intuito de fornecer informações sobre o Território quilombola, assim como divulgar os projetos de educação ambiental em que a comunidade esta inserida. Os representantes do Quilombo se reuniram na  sede da Associação dos Remanescentes do Quilombo de Baia Formosa (ARQBAF) em uma   roda de conversa interativa com as crianças e adolescentes da escola acompanhados dos professores. Num clima descontraído foi falado sobre o modo de viver da comunidade quilombola em tempos passados e sobre os desafios enfrentados atualmente para se firmar a identidade quilombola e regularizar o Território junto aos órgãos públicos.  Hoje em dia a comunidade participa de projetos de educação ambiental no município de Armação dos Búzios, os quais fornecem ferramentas capazes de fortalecer e dar visibilidade ao quilombo. A participação nos projetos tem capacitado os membros da comunidade para atuar junto a sociedade, inserido-os no espaço de articulação de políticas publicas e favorecendo a interação socio-educativa no município através de encontros e eventos organizados pela Associação.

Alunos da escola municipal Prof. Lydia Sherman visitam comunidade quilombola e aprendem sobre projetos de educação ambiental

As crianças fizeram muitas perguntas,pois eles não conseguiam entender quando se fala de terra de quilombo e projeto de educação ambiental. A presidente do quilombo e dinamizadora do projeto explicou que estes projetos de educação ambiental e uma medida de mitigação exigida pelo IBAMA para amenizar os impactos causados pela industria do petróleo na região e que trabalha com as populações vulneráveis no caso os quilombolas de Baia Formosa. Entre as ferramentas de comunicação utilizadas para o monitoramento dos impactos causados na comunidade estão o audiovisual,   as postagens na internet, o jornal mural e o teatro do oprimido.

 

COMO ERA A FORMA QUE OS QUILOMBOLAS VIVIAM  NA TERRA

Uma ação educativa que favorece a integração e valorização da comunidade quilombola na sociedade

O encontro serviu para esclarecer a curiosidade das crianças sobre o modo de vida dos quilombolas nos tempos antigos. Foi falado que o povo vivia de forma simples, plantavam e cultivavam o próprio alimento, utilizavam lamparina a querosene para iluminar suas casas feitas de pau a pique, existiam as brincadeiras de roda, as contacoes de historias pelos mais velhos.  Os alunos ficaram com  desejo de saber mais,  eram  perguntas freqüentes  pois  posteriormente teriam que realizar um trabalho escolar sobre o que estavam aprendendo ali. As professoras disseram que aquele dia foi uma nova experiência educativa que trouxe um novo conhecimento   e mais  aprendizado para a vida das crianças.  Todos ficaram agradecidos pelo encontro  que fortaleceu os laços entre a comunidade quilombola e a escola municipal Prof. Lydia Sherman.

Ver Postagem

EMPREENDIMENTO INICIA  ESTUDO EM ÁREA COM RISCO DE SALINIZAÇÃO

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

Procurador da República obriga realização de estudos que podem comprometer qualidade das águas em terras quilombolas, em Armação dos Búzios

Empreendimento realiza visita técnica para fazer estudo da qualidade da água do entorno do Quilombo de Baía Formosa, após decisão do procurador da República, Leandro Mitidieri, que exigiu a realização de novos estudos de impactos ambientais para instalação do empreendimento Aretê, do grupo Opportunity.

Esta área da comunidade quilombola se encontra em etapa de estudo para o relatório antropológico junto ao INCRA, devido um conflito no passado que resultou na expulsão das famílias que residiam ali. Os técnicos Rafael Freitas e Sebastian Quiñones foram contratados pelo empreendimento para fazer a análise da água para diagnosticar possíveis impactos ambientais e sociais na construção desse empreendimento.  

O Quilombo de Baía Formosa foi chamado para acompanhar esse trabalho, solicitados pelo empreendimento. Nos encontramos na entrada de Baía Formosa, em Búzios, para acompanhá-los até o local onde existem poços e nascentes, lugar que está próximo ao empreendimento Aretê do grupo Opportunity.

A preocupação da comunidade quilombola está no andamento das obras, que recebeu autorização antes mesmo de ter cumprido todos os estudos dos impactos de forma adequada, pois vivem famílias que dependem das terras para sua sobrevivência. Este é o maior risco ambiental que povo quilombola está vivendo em seu território.

Análise de água ainda não tem data definida
Apesar desse encontro, não foi coletado nenhuma amostra da água das nascentes e poços para realização de testes de qualidade. A comunidade quilombola de Baía Formosa está acompanhando esse estudo.

Ver Postagem

COMUNIDADE QUILOMBOLA SE REÚNE COM PROCURADOR DA REPÚBLICA

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

Reunião contou com a presença dos responsáveis pelo projeto que prevê a construção de condomínio na região 

O Procurador da República Leandro Mitidieri, que levantou uma série de questionamentos sobre o EIA/Rima aprovado pelo Inea, justificou o agendamento da reunião para elucidar as dúvidas e esclarecer informações de denúncias sobre a regularidade da obra. Beth Fernandes, representante da comunidade quilombola de Baía Formosa, apontou os riscos ambientais de uma possível salinização do lençol freático da região, podendo impactar diretamente as nascentes do território quilombola, além dos impactos na fauna e flora dos alagados da Marina.

Os responsáveis pelo empreendimento Aretê apresentaram o estudo realizado, porém o procurador solicitou a realização de um novo estudo para garantir que a obra não afete as nascentes e a comunidade quilombola, cumprindo determinações da Convenção 169. O procurador Leandro Mitidieri questionou porque o estudo de impacto não constava a presença de uma comunidade tradicional na região da construção.  Os representantes da empresa responderam que não haveria risco de impactos para essa população.

Procurador solicita realização de estudos de impactos

 

O procurador exigiu que o grupo Oportunity realize o estudo e análise do lençol freático para garantir que a comunidade quilombola de Baía  não seja atingida com essas obras. O grupo se reuniu, às 14hs, no Golfe Clube para a com o poder público, Procuradoria Pública Federal, representantes do empreendimento e a sociedade civil para que dúvidas acerca da obra que está sendo realizada pelo Grupo na região da Marina/Alagados. A obra está  expandindo o canal da Marina e o levando até o Golfe Clube, além da construção de condomínios na área.

 

 

Ver Postagem

INCRA REALIZA ESTUDO ANTROPOLÓGICO NO QUILOMBO DE BAÍA FORMOSA

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

Antropóloga visita comunidade quilombola e participa de mesa de debate ao lado de instituições e órgãos públicos que atuam na regularização fundiária

A antropóloga do Incra, Camila Moreira retorna a comunidade de Baía Formosa para estruturar relatório técnico que irá subsidiar a regularização das terras no quilombo de Baía Formosa.  Através de uma visita técnica de cinco dias, essa etapa é uma continuação dessa atividade para visitar famílias quilombolas e conversar com os mais velhos ouvindo suas falas e memórias, fazendo a cadeia dominial de cada família e levantando suas particularidades. Durante este processo tem surgindo mais informações relevantes para o relatório técnico para emissão do RTID, segunda etapa para alcançar a titulação.

Dona Hilda e Senhor Gentil contam suas histórias

Em uma das visitas foi comemorado o dia das comunidades quilombolas do município de Armação dos Búzios, com um evento promovido pela comunidade de Baía Formosa no dia 20 de abril de 2018 que reuniu diversos órgãos ligados ao movimento quilombola e aos Projetos de Educação Ambiental do licenciamento Federal. Representantes do INCRA, Fundação Palmares, INEA, ACQUILERJ (Associação de Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro) e CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas) estiveram presentes compondo uma mesa de debates com os temas: Visibilidade das comunidades quilombolas e a questão ambiental e o território quilombola.

Mesa de debates: da esquerda para a direita, Representantes do Incra, Fundação Palmares, Inea-RJ, Acquilerj, Quilombo Baía Formosa e Conaq

Evento proporciona articulação entre a comunidade quilombola e alunos da escola  

Alunos da escola municipal Lydia Sherman apresentam Jongo

Nesse mesmo dia, o grupo de Jongo das crianças da Escola Lydia Sherman, fizeram uma apresentação para os participantes do evento, demonstrando a interação entre a comunidade e os alunos da escola. Isto é muito produtivo para o relatório antropológico onde mostra que a comunidade está interagindo e reafirmando o direito pela busca de seu território.

 

Ver Postagem

QUILOMBO DE BAÍA FORMOSA NO PROJETO GEOPARQUE COSTÕES E LAGUNAS

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

TERRITÓRIO QUILOMBOLA CARREGA PEDAÇO DA ÁFRICA 

O geoparque Costões e Lagunas traz em sua logomarca a história da relação geológica entre África e América do Sul, com destaque para o Brasil, assim como a relação entre os povos que ali habitam com suas histórias e tradições. De acordo com a pesquisadora Kátia Mansur o estudo geológico da região oferece um particular interesse para os quilombolas, pois remete diretamente à sua ancestralidade. Em termos geológicos a área em que vivem é terreno africano. Para entender um pouquinho mais sobre esta parte da história da Terra é preciso ir além da imaginação e perceber os vestígios deixados pelo tempo nas rochas da região. Uma longa história desde aproximadamente 2 bilhões de anos atrás até os dias de hoje remontam as paisagens e fornecem elementos essenciais para a construção da cultura local em seu tempo e espaço.

Formação rochosa comporta um nascente em Quilombo de Búzios

De fato o território quilombola geologicamente falando é africano. Esta afirmação gerou certo burburinho entre os participantes de um encontro promovido pelo Quilombo de Baía Formosa, no dia 7 de março de 2018, onde esteve presente Kátia Mansur, Professora e pesquisadora  do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela elaboração dos painéis com informações geológicas do território de Baía Formosa. Estes painéis serão utilizados no projeto de turismo étnico da comunidade quilombola. Os painéis interpretativos abordam feições geológicas relacionadas aos aspectos culturais do quilombo. Na ocasião também estiveram presentes o representante do Projeto Caminhos Geológicos – PCG do DRM-RJ, alunos de Graduação e Pós-Graduação da UFRJ e representantes do movimento ambientalista de Búzios, além de representantes do quilombo e do PEA Observação Búzios. Este encontro teve como foco principal a capacitação educativa de membros do quilombo com relação as informações contidas nos painéis interpretativos. Foram discutidos temas como geoparques, geologia, educação, cultura e turismo.

Descoberta pode resgatar identidade com o território quilombola

Geoparque é um programa da UNESCO e diz respeito a um território com área geográfica unificada onde existem locais com importância geológica internacional, isto é, valor científico para melhor entender a evolução do planeta Terra. Envolve o conceito de gestão integrada, abordando geoconservação, investigação científica, educação acadêmica tanto nas universidades quanto para as comunidades locais do geoparque, sustentabilidade econômica, social e ambiental. É neste contexto que a comunidade de Baía Formosa se insere, como participante desse projeto através do turismo étnico cultural que está sendo desenvolvido pela comunidade a fim de garantir a valorização do território quilombola e sua tradição cultural frente aos desafios sobre a titulação das terras.

 

Ver Postagem

CONSTRUÇÃO DE CONDOMÍNIO PODE IMPACTAR ÁREA QUILOMBOLA

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

Empreendimento em construção traz riscos ambientais para lençóis freáticos e nascentes dentro de terras quilombolas, em Búzios

A conselheira Elizabeth Fernandes manifestou a preocupação dos quilombolas que dependem da agricultura para sobrevivência e também para gerar a sua própria renda local. “Se abrirem canais da água do mar até uma área de restinga e vegetação nativas, haverá uma grande salinização do lençol freático naquela região que ali se encontra a mais de quarenta anos atrás e agricultura de subsistência do povo local pois a comunidade planta para o consumo próprio e também para gerar a sua própria renda, pois não sabemos onde começa o projeto e onde termina. Porém, a comunidade está localizada atrás do empreendimento e precisamos de informação sobre o empreendimento. Afirma a quilombola de Baía Formosa.

Projeto prevê construção de mil casas de alto padrão

Os conselheiros municipais de Meio Ambiente de Búzios discutiram os possíveis impactos ambientais que o projeto  imobiliário em construção na Marina, que vai criar mil casas (1000) de alto padrão, pode trazer para o município  O loteamento Búzios Golf Resort I e II, do Grupo Opportunity, prevê a expansão da marina, já existente em Búzios, até a área do campo de golf e do aeroporto. O grupo já recebeu licenças ambientais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) (LI nº in040740-31), que permite modificar uma área de cerca de um milhão de metros quadrados (1.055.424,95 m²) que serão cortados por canais. A área corresponde a 147 campos de futebol e pretende criar ilhas artificiais com o objetivo de deixar toda a área balneável.

Articulação entre conselho e MP

O Promotor do Ministério Público (MP), dr. Vinícius Lameira informou que fez uma vistoria no empreendimento ARETÊ (no bairro da Marina) para observar se há irregularidade  no andamento daquele empreendimento e o MP está contestando o EIA/Rima que foi apresentado pelo empreendimento. Segundo o próprio MP, o estudo apresentado não possui conteúdo relevante para emissão de licenças. Apesar do estudo superficial, o Inea já emitiu duas licença, incluindo a supressão de vegetação nativa numa área de 11 mil hectares onde é dormitório de várias espécie de pássaro.

Para implantação das vias de acesso, ainda não temos mais informações. O responsável pelo empreendimento estão fazendo novos estudos com a presença do secretário de Desenvolvimento Urbano, Humberto Alves, e do secretário de Meio Ambiente , Cássio Cunha, além da conselheira Denise Morand e representantes dos empreendedores, que aguardam parecer da equipe técnica do Ministério Público.

 

Ver Postagem

QUILOMBOLAS PARTICIPAM DE FORMAÇÃO DE CONDUTORES DE VISITANTES

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

Quilombolas de Búzios são capacitados pelo INEA para atuarem como condutores de visitantes do Parque Estadual Costa do Sol (PECS) 

O curso tem o objetivo de capacitar  pessoas para conduzir com segurança, desenvolvendo atividades interpretativas sobre o ambiente natural e cultural, além de contribuir para o monitoramento dos impactos socioambientais no PECS. Esta iniciativa vem como um incentivo para o desenvolvimento do Turismo Étnico Ecológico que o quilombo de baia formosa vem desenvolvendo como forma de valorizar a cultura tradicional e amenizar os impactos da sobreposição dessa unidade de conservação no território Quilombola. As trilhas que fazem parte do roteiro estão inseridas na Área de Proteção Ambiental Pau-Brasil (APA Pau-Brasil) e serão utilizadas como parte das aulas práticas do curso, em atividades de manejo e interpretação ambiental.

Curso de formação conta com cinco membros do Quilombo de Baía Formosa

As aulas desse segundo curso de condutores de visitantes ocorrem no Instituto Federal Fluminense (IFF), Campus Cabo Frio, devido a solicitação da comunidade Quilombola de Baia Formosa que fez parte do público-alvo do referido edital. Cinco pessoas do Quilombo foram aprovadas nos critérios de seleção, entre elas Elizabeth Fernandes, Presidente da associação do Quilombo de Baía Formosa (ARQBF), Fabíola Coimbra,  Andreza da Conceição, Mailson Lima, Elyvelthon de Oliveira. O processo seletivo contou com avaliação socioeconômica dos candidatos, assim como avaliação do perfil e uma prova de múltipla escolha, abordando conhecimentos regionais, conhecimentos sobre trilhas e principais atrativos do PECS e noções de Turismo e Uso Público. O curso tem duração de 115h/aula, em conteúdos ministrados por aulas teóricas e práticas realizadas em alguns dos atrativos do PECS, além de estágio obrigatório de 30h.  Os eixos temáticos do curso abrangem, características da Unidade de Conservação, Biodiversidade, Geografia e Patrimônio Histórico, Legislação Ambiental e Regulamentações, Turismo e Sustentabilidade, Técnicas de Condução e Interpretação, Noções de Cartografia e Ferramentas de Orientação, Segurança, Equipamentos e Salvamento Marítimo.

Grupo estuda para prova de seleção

Prova exigiu conhecimentos sobre o meio ambiente natural da região

A prova realizada no dia 03 de março de 2018, levou membros da comunidade quilombola a se reunirem na unidade do Observatório Búzios para estudar o conteúdo da prova, a fim de adquirirem um lugar entre os selecionados do curso. Além dos quilombolas o curso é destinado às pessoas que já desenvolvem algum tipo de trabalho ou tenham perfil para a atividade de ecoturismo e a recepção de visitantes no PECS.

 

Ver Postagem

RECONSTRUINDO A IDENTIDADE QUILOMBOLA

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

Quilombo mostra para a comunidades ações realizadas em 2017

O encontro final promovido pelo Observação Búzios teve como participação a unidade de Arraial do Cabo. Em ação realizada na sede do quilombo de Baía Formosa, apresentamos as ações realizado no ano de 2017 e exibimos o curta documental ‘Reconstruindo a Identidade Quilombola’, resultado do monitoramento dos impactos da cadeia produtiva do petróleo e gás. No curta , apresentamos as ações realizadas neste período a eleição da diretoria do quilombo, a oficina de bioconstrução, a ocupação do conselho do meio ambiente no município de Armação dos Búzios, A garantia de políticas públicas em evento do movimento quilombola do estado. Foi apresentado uma retrospectiva das ações realizadas no ano de 2017, como a apresentação de Teatro do Oprimido (TO), em Zebina.

 

O que é ser quilombola – Cultura e religião

No núcleo Zebina, realizamos a pré-devolutiva com o Teatro do Oprimido com uma temática para o povo entender melhor o que é cultura, ser quilombola e a religião, pois estava trazendo conflito para a comunidade, ambas andam juntas mais não se mistura cada uma tem o seu lugar, A peça apresentada, “Dia de chuva”, depois de muitas pesquisas, vem para dar um fortalecimento a cultura quilombola. Quando falamos da cultura quilombola, falamos de danças, capoeira, artesanatos, comidas típicas, cultivo de ervas medicinais, modo de vida. Com o passar do tempo estes costumes foram se perdendo com entendimentos confusos por falta de conhecimento, membros da comunidade ultimamente sentiram dificuldade de reunir o seu povo por várias diferenças de entre religião e cultura. Assim os próprios membros da comunidade, sentiram a necessidade de apresentar uma cena construído através das técnicas do Teatro do Oprimido (TO) para que todos pudessem se ver, quando a comunidade começou a entender o que significa tudo isso cada um em seus lugares ,ele começaram aceitar melhor sua identidade com os temas abordados ali e as ações realizadas neste período trouxe um convívio diário dos comunitários ali no trabalho coletivo fazendo com que povo se fortalece na reconstrução das atividades como era no tempo passado um ajudado o outro.

 

Ações de fortalecimentos

O intercâmbio que houve entre Observação Búzios e Observação Arraial do Cabo na devolutiva aconteceu pela primeira vez, porém foi muito produtivo a participação deles os pescadores e fizemos uma grande oportunidade, e descobrimos várias coisas que conectavam os dois peas. Eles meteram a mão na massa e, além de colaborar na cozinha, trocaram experiências maravilhosa com a nossa comunidade através de debates.

Hoje, o quilombo está no Conselho de Meio Ambiente e Pesca do município ocupando uma cadeira, que foi uma busca para ter um representante do quilombo neste conselho, e poder ter representatividade no município levar os nossos assuntos e projetos, pois é umas políticas públicas para a comunidade.

A Mesa Quilombola, realizada em junho, recebemos a informação do INCRA de que a comunidade de Baía Formosa está na prioridade dos trâmites do processo para regularização e titulação das terras quilombolas. Pois, estamos sendo impactados pelo setor imobiliário, mas ainda estamos resistindo temos que lutar pelo nosso espaço e a manutenção da nossa identidade, pois se não lutarmos perdemos o nosso espaço e ficamos sem sentido. E neste período do ano foram realizadas várias ações trazendo informação para a comunidade, no fortalecimento E ajuntamento dos comunitários, o Documento de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento de inserção às políticas públicas para as comunidades quilombolas. A delegada federal do MDA, Danielle Barros, diz que este documento identifica os agricultores familiares e ajuda a conseguir o selo quilombola, para poder receber apoio para escoar suas mercadorias. Ao final, foi firmado um acordo com os comunitários, essa é uma forma de fazer com que os jovens não saem da sua comunidade e os que saíram volta de novo ao campo mais agora com apoio das políticas públicas.

Ver Postagem

TEATRO DO OPRIMIDO NO QUILOMBO DE BAÍA FORMOSA

Em Noticias por Observatório BúziosDeixe um Comentário

Quilombolas do núcleo Zebina discutem a sua cultura, história e tradições

Após relatos de intolerância religiosa, quilombolas criam cena sobre a importância da cultura afro, com sua dança, com a capoeira, os artesanatos, a culinária, a moda e seus costumes, a fim de fortalecer a luta por direitos dessa comunidade. A cena “Um Dia de Chuva”, se passa num ponto de ônibus e apresenta a conversa entre três personagens que, após fala preconceituosa sobre o modo de vestir quilombola, começam a debater sobre aspectos históricos da cultura afro-brasileira.

A cena ainda fala da falta de conhecimento que tem afastado a comunidade quilombola de seu convívio devido diferenças entre religião e cultura. A construção da cena foi o modo que a comunidade encontrou para abordar uma temática delicada e ainda difundir a cultura tradicional quilombola.

Após a cena, rolou um debate com o público que relataram a mesma dificuldade de abordar questões relativas à cultura afro em outros espaços, como escolas. Com o sucesso da cena, o grupo recebeu o convite para apresentar a cena num centro cultural em Búzios.

 

 

 

Mobilização e combate à intolerância religiosa

A cena criada aborda de forma lúdica fatos frequentes sofridos por quilombolas evangélicos que, por praticar capoeira e ciranda,  foram afastados, por lideranças religiosas, de suas atividades religiosas nas igrejas. Essas danças típicas da cultura afro-brasileira tem sido alvos de preconceitos, mas o Quilombo de Baía Formosa vem criando espaços de diálogo para que os próprios associados entendam a importância dessa cultura. 

A cena utilizou técnicas de Teatro do Oprimido (TO) para gerar uma reflexão sobre a herança da cultura afro na  participação dos integrantes do Quilombo nas ações de foi apresentada no Quilombo de Baía Formosa, no dia 7 de outubro.